Disputa pela Groenlândia: Trump renova ameaça e provoca reações na Europa
Normalmente dedicado a debater o futuro da economia, o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, se transformará nesta quarta-feira (21) em um campo de batalha diplomático entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e líderes europeus.
Após atrasar por conta de um problema elétrico no Air Force One nesta madrugada, Trump chegou nesta manhã a Davos para fazer um discurso que promete ser marcado por sua intenção de anexar a Groenlândia. Mas o norte-americano encontrará líderes da Europa mais reativos e prometendo uma “resposta firme” às suas investidas sobre o território europeu.
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Depois de Trump dizer que “não há mais volta” em seu plano de tomar a Groenlândia — território da Dinamarca no Ártico —, líderes europeus dosaram o discurso conciliador que vinham tendo e também subiram o tom.
O presidente francês, Emmanuel Macron, que vem reivindicado a liderança da resistência europeia às investidas de Trump, solicitou nesta quarta um exercício da Otan na Groenlândia, segundo seu gabinete.
Já a Dinamarca, segundo a TV2, que afirmava que o país estaria considerando o envio de até 1.000 soldados para lá em 2026.
Nesta quarta, também em Davos, o presidente finlandês disse que a Europa não precisa dos Estados Unidos para garantir sua defesa. O mesmo discurso fez o secretário-geral da Otan, Mark Rutte.
Na noite de segunda, Trump ensaiou um tom conciliador. “Acho que chegaremos a um acordo que deixará a Otan muito satisfeita e que nos deixará muito satisfeitos. Mas precisamos disso para fins de segurança. Precisamos disso para a segurança nacional”, disse ele.
Rutte também apelou para a parceria dos aliados históricos.
“Trump disse que duvidava que os europeus fossem em auxílio dos EUA o caso o Artigo 5 fosse acionado. Eu lhe disse que sim, eles viriam. Vieram após os ataques de 11 de setembro — a única vez em que o Artigo 5 foi invocado. Não tenho dúvidas de que os EUA viriam em nosso auxílio, e nós viríamos em auxílio dos EUA. Precisamos uns dos outros para nossa proteção coletiva”.
Esta reportagem está em atualização.
Normalmente dedicado a debater o futuro da economia, o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, se transformará nesta quarta-feira (21) em um campo de batalha diplomático entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e líderes europeus.
Após atrasar por conta de um problema elétrico no Air Force One nesta madrugada, Trump chegou nesta manhã a Davos para fazer um discurso que promete ser marcado por sua intenção de anexar a Groenlândia. Mas o norte-americano encontrará líderes da Europa mais reativos e prometendo uma “resposta firme” às suas investidas sobre o território europeu.
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Depois de Trump dizer que “não há mais volta” em seu plano de tomar a Groenlândia — território da Dinamarca no Ártico —, líderes europeus dosaram o discurso conciliador que vinham tendo e também subiram o tom.
O presidente francês, Emmanuel Macron, que vem reivindicado a liderança da resistência europeia às investidas de Trump, solicitou nesta quarta um exercício da Otan na Groenlândia, segundo seu gabinete.
Já a Dinamarca, segundo a TV2, que afirmava que o país estaria considerando o envio de até 1.000 soldados para lá em 2026.
Nesta quarta, também em Davos, o presidente finlandês disse que a Europa não precisa dos Estados Unidos para garantir sua defesa. O mesmo discurso fez o secretário-geral da Otan, Mark Rutte.
Na noite de segunda, Trump ensaiou um tom conciliador. “Acho que chegaremos a um acordo que deixará a Otan muito satisfeita e que nos deixará muito satisfeitos. Mas precisamos disso para fins de segurança. Precisamos disso para a segurança nacional”, disse ele.
Rutte também apelou para a parceria dos aliados históricos.
“Trump disse que duvidava que os europeus fossem em auxílio dos EUA o caso o Artigo 5 fosse acionado. Eu lhe disse que sim, eles viriam. Vieram após os ataques de 11 de setembro — a única vez em que o Artigo 5 foi invocado. Não tenho dúvidas de que os EUA viriam em nosso auxílio, e nós viríamos em auxílio dos EUA. Precisamos uns dos outros para nossa proteção coletiva”.
Esta reportagem está em atualização.
