Parte do plano dos Estados Unidos para a reconstrução da Faixa de Gaza, apresentado no Fórum Econômico Mundial, em 22 de janeiro de 2026.
Reprodução/ g1
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou seu plano para a reconstrução da Faixa de Gaza nesta quinta-feira (22).
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O anúncio foi feito durante o lançamento do Conselho de Paz de Gaza no Fórum Econômico de Davos e Trump voltou a exaltar o potencial imobiliário do território:
“Sou um profissional do ramo imobiliário de coração, e tudo se resume à localização. (…) É uma ótima locação para o mercado imobiliário, perto do mar”.
Coube ao genro do presidente americano, Jared Kushner, detalhar o que foi planejado e mostrar projeções de como o território palestino, que está devastado após mais de dois de guerra, ficaria.
O primeiro mapa exibido mostra como o enclave seria dividido em áreas residenciais, industriais e de turismo, de acordo com a visão de Trump e sua equipe.
Está prevista a construção de 180 enormes arranha-céus, com intenção turística, em toda a faixa do litoral (veja na foto acima).
O plano também inclui a construção de 100 mil unidades habitacionais em Rafah, que fica ao sul da Faixa, na fronteira com o Egito.
Mapa dividindo a Faixa de Gaza por áreas
REUTERS
‘Trump Gaza’: vídeo feito com IA causou polêmica há um ano
No fim de fevereiro do ano passado, Trump divulgou um vídeo gerado por inteligência artificial que mostra uma transformação da Faixa de Gaza em um complexo de resorts — uma proposta anunciada anteriormente como a “Riviera do Oriente Médio” (leia mais abaixo).
Com a legenda “Gaza 2025”, a montagem exibe também uma estátua gigante de Trump em ouro no meio de uma rua, o premiê israelense Benjamin Netanyahu tomando drinque em uma piscina e Elon Musk distribuindo dólares a crianças em uma praia.
Trump posta montagem feita com IA mostrando transformação de Gaza em resort
Prédios altos, praias tomadas por cadeiras e tendas, iates ancorados na costa e pessoas celebrando nas ruas também fazem parte do vídeo. A trilha sonora é uma música, em inglês, com dizeres como “Trump vai te libertar”.
O vídeo começa com a imagem de uma criança agachada em meio a escombros, em referência à guerra entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza. Homens armados parecem consolar o menino, que corre no meio dos destroços em uma cena legendada pelos dizeres “O que vem depois”, escritas com as cores da bandeira norte-americana.
Soldados então caminham em um túnel que desemboca prédios altos e andaimes, sugerindo muitas construções. Na sequência, uma mulher com crianças também atravessa um túnel que desemboca em uma praia com palmeiras e uma série de arranha-céus.
As imagens que se sequem no vídeo exibem ruas turísticas e asfaltadas e praias tomadas por espreguiçadeiras e iates atracados. Um Elon Musk relaxado em Gaza surge então na montagem sorrindo e comendo. Homens e mulheres dançam na areia vestidos de odaliscas.
Em uma rua com mesquitas, um menino segura um balão com o rosto de Donald Trump, que na sequência aparece em uma discoteca dançando com uma mulher e segurando em seus braços — esposa de Trump, Melania Trump, não aparece no vídeo.
Musk resurge, agora jogando notas de dólares para cima em uma praia, enquanto é aplaudido por pessoas sentadas com taças de espumante ao lado. Crianças tentam pegar o dinheiro na montagem, que exibe finalmente a entrada de um prédio com o seguinte letreiro: “Trump Gaza”.
Na sequência, uma estátua gigante de Donald Trump aparece erguida no meio de uma rua.
O vídeo termina com imagens, também de IA, de Trump e Netanyahu estirados sobre uma espreguiçadeira em uma piscina de resort. Uma placa “Trump Gaza” aparece atrás dos dois, que seguram copos com bebidas.
A montagem foi divulgada por Trump em sua rede social Truth Social. O presidente dos EUA não fez nenhum comentário na postagem. Mas, ao receber o premiê israelense em Washington no início do mês, defendeu que os EUA ocupem a Faixa de Gaza após o fim da guerra e transformem o território palestino em uma espécie de “riviera do Oriente Médio”.
A proposta do presidente dos EUA causou forte indignação entre a comunidade internacional. Diversos líderes criticaram a ideia, e a agência de direitos humanos da ONU disse que expulsar palestinos de Gaza seria um crime de guerra.
Reprodução/ g1
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou seu plano para a reconstrução da Faixa de Gaza nesta quinta-feira (22).
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O anúncio foi feito durante o lançamento do Conselho de Paz de Gaza no Fórum Econômico de Davos e Trump voltou a exaltar o potencial imobiliário do território:
“Sou um profissional do ramo imobiliário de coração, e tudo se resume à localização. (…) É uma ótima locação para o mercado imobiliário, perto do mar”.
Coube ao genro do presidente americano, Jared Kushner, detalhar o que foi planejado e mostrar projeções de como o território palestino, que está devastado após mais de dois de guerra, ficaria.
O primeiro mapa exibido mostra como o enclave seria dividido em áreas residenciais, industriais e de turismo, de acordo com a visão de Trump e sua equipe.
Está prevista a construção de 180 enormes arranha-céus, com intenção turística, em toda a faixa do litoral (veja na foto acima).
O plano também inclui a construção de 100 mil unidades habitacionais em Rafah, que fica ao sul da Faixa, na fronteira com o Egito.
Mapa dividindo a Faixa de Gaza por áreas
REUTERS
‘Trump Gaza’: vídeo feito com IA causou polêmica há um ano
No fim de fevereiro do ano passado, Trump divulgou um vídeo gerado por inteligência artificial que mostra uma transformação da Faixa de Gaza em um complexo de resorts — uma proposta anunciada anteriormente como a “Riviera do Oriente Médio” (leia mais abaixo).
Com a legenda “Gaza 2025”, a montagem exibe também uma estátua gigante de Trump em ouro no meio de uma rua, o premiê israelense Benjamin Netanyahu tomando drinque em uma piscina e Elon Musk distribuindo dólares a crianças em uma praia.
Trump posta montagem feita com IA mostrando transformação de Gaza em resort
Prédios altos, praias tomadas por cadeiras e tendas, iates ancorados na costa e pessoas celebrando nas ruas também fazem parte do vídeo. A trilha sonora é uma música, em inglês, com dizeres como “Trump vai te libertar”.
O vídeo começa com a imagem de uma criança agachada em meio a escombros, em referência à guerra entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza. Homens armados parecem consolar o menino, que corre no meio dos destroços em uma cena legendada pelos dizeres “O que vem depois”, escritas com as cores da bandeira norte-americana.
Soldados então caminham em um túnel que desemboca prédios altos e andaimes, sugerindo muitas construções. Na sequência, uma mulher com crianças também atravessa um túnel que desemboca em uma praia com palmeiras e uma série de arranha-céus.
As imagens que se sequem no vídeo exibem ruas turísticas e asfaltadas e praias tomadas por espreguiçadeiras e iates atracados. Um Elon Musk relaxado em Gaza surge então na montagem sorrindo e comendo. Homens e mulheres dançam na areia vestidos de odaliscas.
Em uma rua com mesquitas, um menino segura um balão com o rosto de Donald Trump, que na sequência aparece em uma discoteca dançando com uma mulher e segurando em seus braços — esposa de Trump, Melania Trump, não aparece no vídeo.
Musk resurge, agora jogando notas de dólares para cima em uma praia, enquanto é aplaudido por pessoas sentadas com taças de espumante ao lado. Crianças tentam pegar o dinheiro na montagem, que exibe finalmente a entrada de um prédio com o seguinte letreiro: “Trump Gaza”.
Na sequência, uma estátua gigante de Donald Trump aparece erguida no meio de uma rua.
O vídeo termina com imagens, também de IA, de Trump e Netanyahu estirados sobre uma espreguiçadeira em uma piscina de resort. Uma placa “Trump Gaza” aparece atrás dos dois, que seguram copos com bebidas.
A montagem foi divulgada por Trump em sua rede social Truth Social. O presidente dos EUA não fez nenhum comentário na postagem. Mas, ao receber o premiê israelense em Washington no início do mês, defendeu que os EUA ocupem a Faixa de Gaza após o fim da guerra e transformem o território palestino em uma espécie de “riviera do Oriente Médio”.
A proposta do presidente dos EUA causou forte indignação entre a comunidade internacional. Diversos líderes criticaram a ideia, e a agência de direitos humanos da ONU disse que expulsar palestinos de Gaza seria um crime de guerra.

