Criança de 5 anos é detida pela imigração nos EUA
A morte de Renee Good, vítima de tiros disparados por um agente do ICE (serviço de imigração dos EUA) no último dia 7, deflagrou um confronto aberto entre o governo Trump e o estado de Minnesota — tanto seus líderes políticos quanto boa parte de sua população, que vota majoritariamente no Partido Democrata.
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O mais recente capítulo do embate é a detenção de pelo menos quatro crianças, uma delas usada como “isca” para tentar prender seus familiares. O caso ocorreu na terça-feira (20), mas só veio à tona na quinta (22).
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, se apressou em defender a ação do ICE, o que é um movimento constante de Washington: desde o assassinato de Good, tanto Trump quanto outros integrantes da Casa Branca manifestaram apoio ao serviço de imigração e ao autor dos disparos contra a manifestante, o agente Jonathan Ross.
Liam Conejo Ramos, de 5 anos, é detido por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) após chegar em casa da pré-escola, na terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Ali Daniels via AP
A população de Minneapolis e de todo o estado foi às ruas em protesto à truculência do ICE. Outras manifestações ocorreram em cidades nos EUA.
Veja, abaixo, os momentos mais marcantes do conflito:
Morte de Renee Good
No dia 7 de janeiro, um agente do ICE matou a tiros a manifestante Renee Nicole Good, de 37 anos.
Good, uma cidadã americana nascida nos EUA, protestava contra a ação do serviço de imigração na cidade de Minneapolis, ordenada por Trump. Ela estava em seu carro, manobrando-o para desbloquear uma via, quando o agente Jonathan Ross sacou a arma e disparou três tiros contra ela a queima-roupa.
Trump alegou que o agente agiu em legítima defesa.
Defensores de Ross e do governo Trump afirmam que Good tentava jogar o carro contra o agente, o que é desmentido pelo vídeo que mostra as rodas do seu veículo viradas à direita. Um outro vídeo mostra Good dizendo “Está tudo bem, cara” para seu algoz, segundos antes de ser morta.
Um buraco de bala é visível no para-brisa do carro onde estava mulher morta por agentes do ICE, em 7 de janeiro de 2026, em Minneapolis
AP Photo/Tom Baker
‘Caiam fora daqui’
Em discurso, o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, criticou duramente Trump e seu governo pela defesa dos agentes do serviço de imigração Visivelmente irritado, ele responsabilizou agentes federais por espalhar o caos na cidade e usou um palavrão ao pedir que o ICE saísse de Minneapolis.
Onda de protestos
Desde o incidente, milhares de moradores de Minneapolis foram às ruas protestar contra a morte de Good, a truculência do ICE e a apreensão de imigrantes. As manifestações se espalharam para outras cidades fora do estado de Minnesota.
Houve episódios de confronto contra policiais, e dezenas de manifestantes foram presos desde então.
Pessoas protestam contra o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) após um agente de imigração dos EUA ter atirado e matado uma mulher de 37 anos dentro de seu carro em Minneapolis, Nova York, EUA
REUTERS/Angelina Katsanis TPX IMAGES OF THE DAY
Lei de Insurreição
Em resposta às manifestações, Trump ameaçou usar Lei de Insurreição, um obscuro dispositivo legal com mais de 200 anos, para conter os protestos em Minneapolis.
“Se os políticos corruptos de Minnesota não obedecerem à lei e impedirem que agitadores profissionais e insurgentes ataquem os Patriotas do ICE, que estão apenas tentando fazer seu trabalho, eu instituirei a LEI DA INSURREIÇÃO”, disse Trump, em um post em uma rede social, no dia 15 de janeiro.
A Lei da Insurreição, de 1807, permite que o presidente utilize militares da ativa para desempenhar funções de segurança pública dentro dos EUA.
Investigação contra autoridades de Minneapolis
Por meio do Departamento de Justiça, o governo Trump instaurou uma investigação contra o governador de Minnesota, Tim Walz, e o prefeito Jacob Frey por suspeita de terem impedido a aplicação das leis federais de imigração por meio de declarações públicas que fizeram sobre a morte de Renee Good.
A investigação, que tanto Walz quanto Frey afirmaram ser uma tática de intimidação para ameaçar a oposição política. Walz foi candidato a vice-presidente na chapa de Kamala Harris e do Partido Democrata nas eleições de 2024, vencidas por Trump.
Uso de crianças como ‘isca’
Ao longo das últimas semanas, as ações do ICE para apreender imigrantes continuaram em Minneapolis. Moradores seguiram denunciando métodos supostamente ilegais usados pelos agentes.
Em um dos casos mais marcantes, um menino de 5 anos foi detido e teria sido usado como “isca” para verificar a presença de outras pessoas em uma casa.
Identificado como Liam Conejo Ramos, o menino foi abordado com o pai, Adrian Alexander Conejo Arias, na porta de casa, quando voltava da escola. Ambos foram levados para um centro de detenção no Texas, segundo o advogado da família.
O caso foi relatado na quinta-feira (22) pela administração escolar do distrito de Columbia Heights, em Minneapolis.
A morte de Renee Good, vítima de tiros disparados por um agente do ICE (serviço de imigração dos EUA) no último dia 7, deflagrou um confronto aberto entre o governo Trump e o estado de Minnesota — tanto seus líderes políticos quanto boa parte de sua população, que vota majoritariamente no Partido Democrata.
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O mais recente capítulo do embate é a detenção de pelo menos quatro crianças, uma delas usada como “isca” para tentar prender seus familiares. O caso ocorreu na terça-feira (20), mas só veio à tona na quinta (22).
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, se apressou em defender a ação do ICE, o que é um movimento constante de Washington: desde o assassinato de Good, tanto Trump quanto outros integrantes da Casa Branca manifestaram apoio ao serviço de imigração e ao autor dos disparos contra a manifestante, o agente Jonathan Ross.
Liam Conejo Ramos, de 5 anos, é detido por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) após chegar em casa da pré-escola, na terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Ali Daniels via AP
A população de Minneapolis e de todo o estado foi às ruas em protesto à truculência do ICE. Outras manifestações ocorreram em cidades nos EUA.
Veja, abaixo, os momentos mais marcantes do conflito:
Morte de Renee Good
No dia 7 de janeiro, um agente do ICE matou a tiros a manifestante Renee Nicole Good, de 37 anos.
Good, uma cidadã americana nascida nos EUA, protestava contra a ação do serviço de imigração na cidade de Minneapolis, ordenada por Trump. Ela estava em seu carro, manobrando-o para desbloquear uma via, quando o agente Jonathan Ross sacou a arma e disparou três tiros contra ela a queima-roupa.
Trump alegou que o agente agiu em legítima defesa.
Defensores de Ross e do governo Trump afirmam que Good tentava jogar o carro contra o agente, o que é desmentido pelo vídeo que mostra as rodas do seu veículo viradas à direita. Um outro vídeo mostra Good dizendo “Está tudo bem, cara” para seu algoz, segundos antes de ser morta.
Um buraco de bala é visível no para-brisa do carro onde estava mulher morta por agentes do ICE, em 7 de janeiro de 2026, em Minneapolis
AP Photo/Tom Baker
‘Caiam fora daqui’
Em discurso, o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, criticou duramente Trump e seu governo pela defesa dos agentes do serviço de imigração Visivelmente irritado, ele responsabilizou agentes federais por espalhar o caos na cidade e usou um palavrão ao pedir que o ICE saísse de Minneapolis.
Onda de protestos
Desde o incidente, milhares de moradores de Minneapolis foram às ruas protestar contra a morte de Good, a truculência do ICE e a apreensão de imigrantes. As manifestações se espalharam para outras cidades fora do estado de Minnesota.
Houve episódios de confronto contra policiais, e dezenas de manifestantes foram presos desde então.
Pessoas protestam contra o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) após um agente de imigração dos EUA ter atirado e matado uma mulher de 37 anos dentro de seu carro em Minneapolis, Nova York, EUA
REUTERS/Angelina Katsanis TPX IMAGES OF THE DAY
Lei de Insurreição
Em resposta às manifestações, Trump ameaçou usar Lei de Insurreição, um obscuro dispositivo legal com mais de 200 anos, para conter os protestos em Minneapolis.
“Se os políticos corruptos de Minnesota não obedecerem à lei e impedirem que agitadores profissionais e insurgentes ataquem os Patriotas do ICE, que estão apenas tentando fazer seu trabalho, eu instituirei a LEI DA INSURREIÇÃO”, disse Trump, em um post em uma rede social, no dia 15 de janeiro.
A Lei da Insurreição, de 1807, permite que o presidente utilize militares da ativa para desempenhar funções de segurança pública dentro dos EUA.
Investigação contra autoridades de Minneapolis
Por meio do Departamento de Justiça, o governo Trump instaurou uma investigação contra o governador de Minnesota, Tim Walz, e o prefeito Jacob Frey por suspeita de terem impedido a aplicação das leis federais de imigração por meio de declarações públicas que fizeram sobre a morte de Renee Good.
A investigação, que tanto Walz quanto Frey afirmaram ser uma tática de intimidação para ameaçar a oposição política. Walz foi candidato a vice-presidente na chapa de Kamala Harris e do Partido Democrata nas eleições de 2024, vencidas por Trump.
Uso de crianças como ‘isca’
Ao longo das últimas semanas, as ações do ICE para apreender imigrantes continuaram em Minneapolis. Moradores seguiram denunciando métodos supostamente ilegais usados pelos agentes.
Em um dos casos mais marcantes, um menino de 5 anos foi detido e teria sido usado como “isca” para verificar a presença de outras pessoas em uma casa.
Identificado como Liam Conejo Ramos, o menino foi abordado com o pai, Adrian Alexander Conejo Arias, na porta de casa, quando voltava da escola. Ambos foram levados para um centro de detenção no Texas, segundo o advogado da família.
O caso foi relatado na quinta-feira (22) pela administração escolar do distrito de Columbia Heights, em Minneapolis.

