O presidente dos EUA, Donald Trump (à direita), e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.
REUTERS/Jonathan Ernst
O governo Trump sinalizou à Ucrânia que as garantias de segurança que os Estados Unidos proveriam no pós-guerra dependem de Kiev concordar com um acordo de paz que exigiria ceder à Rússia a soberania sobre a região de Donbas, informou nesta terça-feira (27) o jornal britânico “Financial Times”.
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A condição norte-americana à Ucrânia, que contraria a vontade do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, foi revelada pelo “Financial Times” com base em oito pessoas familiarizadas com as negociações, que não foram reveladas.
Ainda segundo o jornal, Washington também indicou que poderia oferecer mais armas à Ucrânia para fortalecer seu Exército no pós-guerra caso Zelensky aceitasse retirar suas forças das partes de Donbas —composta pelas regiões de Donetsk e Luhansk— que ainda controla.
Zelensky afirmou no domingo que um documento com as garantias de segurança que os EUA dariam à Ucrânia no pós-guerra estava “100% pronto” e que Kiev agora aguarda a definição de data e local para a assinatura. Os termos do acordo para as garantias foram finalizados em uma reunião entre os líderes ucraniano e norte-americano às margens do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na semana passada.
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O líder ucraniano tem dito diversas vezes que a integridade territorial da Ucrânia deve ser preservada em qualquer acordo de paz para encerrar a guerra. Em contrapartida, a Rússia exige que só vai concordar em encerrar o conflito se Zelensky aceitar ceder a soberania de toda a região Donbas.
Dado o cenário atual, a Ucrânia está cada vez mais incerta sobre o comprometimento de Washington com garantias de segurança, disse ao Financial Times um oficial ucraniano de alta patente, porque os EUA estariam “recuando toda vez que as garantias de segurança podem ser assinadas”.
A Ucrânia quer que as garantias de segurança sejam assinadas antes de ceder qualquer território. No entanto, segundo o “Financial Times”, os EUA acreditam que Kiev precisa abrir mão de Donbas para que a guerra termine e não estariam pressionando o presidente russo, Vladimir Putin, a abandonar essa exigência.
“Isso é totalmente falso. O único papel dos EUA no processo de paz é reunir os dois lados para fechar um acordo”, disse Anna Kelly, vice-secretária de imprensa da Casa Branca, ao jornal.
Uma pessoa familiarizada com a posição dos EUA disse ao jornal que Washington “não está tentando forçar quaisquer concessões territoriais à Ucrânia”, acrescentando que as garantias de segurança dependem de ambas as partes concordarem com um acordo de paz.
Na segunda-feira, o Kremlin reafirmou que a questão territorial continua sendo fundamental para qualquer acordo que ponha fim aos combates na Ucrânia. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, voltou a dizer que a paz na guerra da Ucrânia depende da “fórmula Anchorage”. A fala seria uma referência ao que a Rússia diz ter sido acordado entre Trump e Putin durante encontro no Alasca em agosto do ano passado, segundo disse uma fonte próxima ao Kremlin à agência de notícias Reuters.
Negociações pelo fim da guerra
Segunda reunião trilateral entre EUA, Ucrânia e Rússia termina sem resolução sobre guerra
A reportagem do “Financial Times” foi publicada dias após Estados Unidos, Ucrânia e Rússia realizarem as primeiras reuniões trilaterais para tratar o fim da guerra, após um 2025 de negociações ineficazes e do presidente norte-americano, Donald Trump, ter dito que encerraria o conflito em 24 horas quando fosse reeleito à Casa Branca.
As duas reuniões trilaterais, ocorridas durante o final de semana em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, terminaram sem um acordo entre as partes para finalizar o conflito.
Zelensky chamou as conversas de “construtivas”, mesmo termo foi utilizado pelo governo dos Emirados Árabes Unidos. Já a Rússia afirmou que o encontro foi “um começo construtivo” e que as negociações pelo fim da guerra continuariam durante esta semana.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou na segunda-feira que Trump continua engajado pela paz na guerra da Ucrânia e chamou de “históricas” as reuniões ocorridas no final de semana nos Emirados Árabes.
REUTERS/Jonathan Ernst
O governo Trump sinalizou à Ucrânia que as garantias de segurança que os Estados Unidos proveriam no pós-guerra dependem de Kiev concordar com um acordo de paz que exigiria ceder à Rússia a soberania sobre a região de Donbas, informou nesta terça-feira (27) o jornal britânico “Financial Times”.
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A condição norte-americana à Ucrânia, que contraria a vontade do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, foi revelada pelo “Financial Times” com base em oito pessoas familiarizadas com as negociações, que não foram reveladas.
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Zelensky afirmou no domingo que um documento com as garantias de segurança que os EUA dariam à Ucrânia no pós-guerra estava “100% pronto” e que Kiev agora aguarda a definição de data e local para a assinatura. Os termos do acordo para as garantias foram finalizados em uma reunião entre os líderes ucraniano e norte-americano às margens do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na semana passada.
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O líder ucraniano tem dito diversas vezes que a integridade territorial da Ucrânia deve ser preservada em qualquer acordo de paz para encerrar a guerra. Em contrapartida, a Rússia exige que só vai concordar em encerrar o conflito se Zelensky aceitar ceder a soberania de toda a região Donbas.
Dado o cenário atual, a Ucrânia está cada vez mais incerta sobre o comprometimento de Washington com garantias de segurança, disse ao Financial Times um oficial ucraniano de alta patente, porque os EUA estariam “recuando toda vez que as garantias de segurança podem ser assinadas”.
A Ucrânia quer que as garantias de segurança sejam assinadas antes de ceder qualquer território. No entanto, segundo o “Financial Times”, os EUA acreditam que Kiev precisa abrir mão de Donbas para que a guerra termine e não estariam pressionando o presidente russo, Vladimir Putin, a abandonar essa exigência.
“Isso é totalmente falso. O único papel dos EUA no processo de paz é reunir os dois lados para fechar um acordo”, disse Anna Kelly, vice-secretária de imprensa da Casa Branca, ao jornal.
Uma pessoa familiarizada com a posição dos EUA disse ao jornal que Washington “não está tentando forçar quaisquer concessões territoriais à Ucrânia”, acrescentando que as garantias de segurança dependem de ambas as partes concordarem com um acordo de paz.
Na segunda-feira, o Kremlin reafirmou que a questão territorial continua sendo fundamental para qualquer acordo que ponha fim aos combates na Ucrânia. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, voltou a dizer que a paz na guerra da Ucrânia depende da “fórmula Anchorage”. A fala seria uma referência ao que a Rússia diz ter sido acordado entre Trump e Putin durante encontro no Alasca em agosto do ano passado, segundo disse uma fonte próxima ao Kremlin à agência de notícias Reuters.
Negociações pelo fim da guerra
Segunda reunião trilateral entre EUA, Ucrânia e Rússia termina sem resolução sobre guerra
A reportagem do “Financial Times” foi publicada dias após Estados Unidos, Ucrânia e Rússia realizarem as primeiras reuniões trilaterais para tratar o fim da guerra, após um 2025 de negociações ineficazes e do presidente norte-americano, Donald Trump, ter dito que encerraria o conflito em 24 horas quando fosse reeleito à Casa Branca.
As duas reuniões trilaterais, ocorridas durante o final de semana em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, terminaram sem um acordo entre as partes para finalizar o conflito.
Zelensky chamou as conversas de “construtivas”, mesmo termo foi utilizado pelo governo dos Emirados Árabes Unidos. Já a Rússia afirmou que o encontro foi “um começo construtivo” e que as negociações pelo fim da guerra continuariam durante esta semana.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou na segunda-feira que Trump continua engajado pela paz na guerra da Ucrânia e chamou de “históricas” as reuniões ocorridas no final de semana nos Emirados Árabes.

