Portugal tem segundo turno da eleição presidencial
Os portugueses vão às urnas neste domingo (8) para escolher quem será o próximo presidente do país, em um pleito que ocorre menos de um ano depois de eleições que definiram o primeiro-ministro.
➡️ Em um arranjo pouco comum, o Poder Executivo de Portugal é dividido entre essas duas figuras, por conta do sistema político do país, o semipresidencialismo, que determina a existência dos dois cargos. E o presidente português, embora fique afastado do cotidiano do governo, é quem tem o poder de tomar grandes decisões para a política do país.
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Entenda, abaixo, por que há dois chefes no comando, e o que faz cada um:
👉 O primeiro-ministro de Portugal é o chefe de governo. Ou seja, é ele quem administra o dia a dia do país, monta a equipe ministerial, envia projetos ao Legislativo e dialoga com governos locais, além de tomar decisões como o envio de tropas ou missões militares em outros países.
👉 Já o presidente, em Portugal, não participa do cotidiano do Executivo e exerce uma função mais cerimonial e menos política, mas ganha peso em momentos críticos no país:
O presidente é também o chefe de Estado — uma função que, em monarquias, é exercida pelo rei ou rainha. Isso que quer dizer que o presidente português é o responsável máximo pelas Forças Armadas, capaz, portanto, de mobilizar ou desmobilizar tropas;
Embora não se envolva diretamente nas matérias do governo, o presidente português é também uma espécie de fiscal do governo vigente, e tem o poder de destituí-lo caso julgue que o Executivo não está cumprindo com uma função;
Neste caso, cabe também ao presidente dissolver o Parlamento e convocar novas eleições — o atual presidente, o centrista Marcelo Rebelo de Sousa, fez isso três vezes ao longo de seus quase dez anos de mandato;
É também o presidente quem nomeia o primeiro-ministro, após o Parlamento apontar o candidato que tem o apoio da maioria da Casa;
Também tem o poder de vetar leis que considere inconstitucionais ou prejudiciais ao país.
No âmbito cerimonial, cabe ao presidente receber líderes mundiais e fazer visitas de Estado em eventos específicos ou datas comemorativas — Rebelo de Sousa esteve no Brasil pelo menos nove vezes durante seu mandato.
Marcelo Rebelo de Sousa em 24 de abril de 2023.
Rodrigo Antunes/Reuters
Um levantamento da Universidade de Oxford estima que cerca de 50 países adotem o mesmo modelo. Na Europa, são semipresidencialistas países como França, Polônia e Rússia, embora cada um tenha suas particularidades — no sistema francês, por exemplo, o presidente tem mais peso político.
👉 Em Portugal, a estrutura foi consolidada após a Revolução dos Cravos, em 1974, para evitar a concentração de poder e garantir uma espécie de controle mútuo entre líderes soberanos.
Eleição fragmentada
António José Seguro, candidato socialista, e André Ventura, da extrema direita, lideram pesquisas de boca de urna para presidência de Portugal
Divulgação / Reuters
A eleição presidencial em Portugal será decidida neste domingo em um segundo turno inédito no país em quatro décadas.
Estão na disputa o socialista António José Seguro, que venceu o primeiro turno, com cerca de 31% dos votos, e o candidato da extrema direita, André Ventura, que ficou em segundo lugar na primeira rodada, com 23,49% dos votos.
Ventura é lider do Chega, a sigla da extrema direita que se tornou nas últimas eleições a segunda força política de Portugal.
👉 Pesquisa de intenção de voto divulgadas nas últimas semanas indicam vitória de Seguro neste segundo turno. Um levantamento realizado pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (Cesop), da Universidade Católica, mostra o candidato do Partido Socialista com 70% das intenções de votos, contra 30% do líder do Chega.
Isso porque Ventura tem um índice de rejeição alto — pesquisas apontam que ele tem taxa de rejeição de 60% dos eleitores, a mais alta entre os candidatos.
O cargo da presidência portuguesa é ocupado há quase uma década por Marcelo Rebelo de Sousa, de centro-direita. Ele ficou marcado por uma postura conciliadora e pela condução do país durante sucessivas crises políticas.
Impedido pela Constituição de concorrer a um terceiro mandato consecutivo, Rebelo de Sousa convocou o novo pleito e abriu espaço para uma disputa inédita pelo Palácio de Belém.
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Os portugueses vão às urnas neste domingo (8) para escolher quem será o próximo presidente do país, em um pleito que ocorre menos de um ano depois de eleições que definiram o primeiro-ministro.
➡️ Em um arranjo pouco comum, o Poder Executivo de Portugal é dividido entre essas duas figuras, por conta do sistema político do país, o semipresidencialismo, que determina a existência dos dois cargos. E o presidente português, embora fique afastado do cotidiano do governo, é quem tem o poder de tomar grandes decisões para a política do país.
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Entenda, abaixo, por que há dois chefes no comando, e o que faz cada um:
👉 O primeiro-ministro de Portugal é o chefe de governo. Ou seja, é ele quem administra o dia a dia do país, monta a equipe ministerial, envia projetos ao Legislativo e dialoga com governos locais, além de tomar decisões como o envio de tropas ou missões militares em outros países.
👉 Já o presidente, em Portugal, não participa do cotidiano do Executivo e exerce uma função mais cerimonial e menos política, mas ganha peso em momentos críticos no país:
O presidente é também o chefe de Estado — uma função que, em monarquias, é exercida pelo rei ou rainha. Isso que quer dizer que o presidente português é o responsável máximo pelas Forças Armadas, capaz, portanto, de mobilizar ou desmobilizar tropas;
Embora não se envolva diretamente nas matérias do governo, o presidente português é também uma espécie de fiscal do governo vigente, e tem o poder de destituí-lo caso julgue que o Executivo não está cumprindo com uma função;
Neste caso, cabe também ao presidente dissolver o Parlamento e convocar novas eleições — o atual presidente, o centrista Marcelo Rebelo de Sousa, fez isso três vezes ao longo de seus quase dez anos de mandato;
É também o presidente quem nomeia o primeiro-ministro, após o Parlamento apontar o candidato que tem o apoio da maioria da Casa;
Também tem o poder de vetar leis que considere inconstitucionais ou prejudiciais ao país.
No âmbito cerimonial, cabe ao presidente receber líderes mundiais e fazer visitas de Estado em eventos específicos ou datas comemorativas — Rebelo de Sousa esteve no Brasil pelo menos nove vezes durante seu mandato.
Marcelo Rebelo de Sousa em 24 de abril de 2023.
Rodrigo Antunes/Reuters
Um levantamento da Universidade de Oxford estima que cerca de 50 países adotem o mesmo modelo. Na Europa, são semipresidencialistas países como França, Polônia e Rússia, embora cada um tenha suas particularidades — no sistema francês, por exemplo, o presidente tem mais peso político.
👉 Em Portugal, a estrutura foi consolidada após a Revolução dos Cravos, em 1974, para evitar a concentração de poder e garantir uma espécie de controle mútuo entre líderes soberanos.
Eleição fragmentada
António José Seguro, candidato socialista, e André Ventura, da extrema direita, lideram pesquisas de boca de urna para presidência de Portugal
Divulgação / Reuters
A eleição presidencial em Portugal será decidida neste domingo em um segundo turno inédito no país em quatro décadas.
Estão na disputa o socialista António José Seguro, que venceu o primeiro turno, com cerca de 31% dos votos, e o candidato da extrema direita, André Ventura, que ficou em segundo lugar na primeira rodada, com 23,49% dos votos.
Ventura é lider do Chega, a sigla da extrema direita que se tornou nas últimas eleições a segunda força política de Portugal.
👉 Pesquisa de intenção de voto divulgadas nas últimas semanas indicam vitória de Seguro neste segundo turno. Um levantamento realizado pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (Cesop), da Universidade Católica, mostra o candidato do Partido Socialista com 70% das intenções de votos, contra 30% do líder do Chega.
Isso porque Ventura tem um índice de rejeição alto — pesquisas apontam que ele tem taxa de rejeição de 60% dos eleitores, a mais alta entre os candidatos.
O cargo da presidência portuguesa é ocupado há quase uma década por Marcelo Rebelo de Sousa, de centro-direita. Ele ficou marcado por uma postura conciliadora e pela condução do país durante sucessivas crises políticas.
Impedido pela Constituição de concorrer a um terceiro mandato consecutivo, Rebelo de Sousa convocou o novo pleito e abriu espaço para uma disputa inédita pelo Palácio de Belém.
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