A Autoridade de Concorrência de Israel anunciou neste domingo (8) que planeja aplicar uma multa de 121 milhões de shekels (US$ 39 milhões, ou R$ 204,1 milhões) à companhia aérea nacional El Al Israel Airlines por praticar tarifas aéreas excessivas e injustas durante a guerra de Israel em Gaza. Essa é a multa máxima permitida por lei.
O órgão antitruste afirmou ter analisado o período de 7 de outubro de 2023 a maio de 2024 e constatou que a El Al operava em regime de monopólio em 38 das 53 rotas, incluindo voos para Nova York, Londres, Paris, Bangkok e outras cidades nos Estados Unidos, Europa e Ásia.
O estudo constatou que os preços das passagens aéreas subiram, em média, 16% durante o período — chegando a altas de até 31% em alguns casos. Isso porque, como a maioria das companhias aéreas estrangeiras havia suspendido os voos, a empresa aérea “detinha poder de mercado”.
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A El Al afirmou que “rejeita categoricamente” a alegação de que cobrou preços excessivos durante a guerra. A companhia aérea apresentará seus argumentos em audiência futura.
“Mesmo que se aceite a posição da Autoridade da Concorrência, segundo a qual o aumento médio de preços durante a guerra foi de 16% […] um valor que consideramos incorreto, não existe precedente para determinar que tal aumento constitua preços excessivos”, afirmou em comunicado.
“A El Al apresentará sua posição completa na audiência e em qualquer fórum legal apropriado, e está confiante de que sua posição será aceita”, acrescentou, referindo-se a uma nova audiência sobre o caso.
Em comunicado, o órgão antitruste afirmou: “Os aumentos de preços da El Al foram excessivos e injustos, justificando a ação coercitiva da Autoridade da Concorrência, acrescentando que a liberdade de circulação para entrar e sair de Israel é um direito fundamental.”
“Dadas as circunstâncias da guerra, o exercício desse direito tornou-se imensamente mais importante, especialmente durante os primeiros meses de combate. […] Os consumidores tornaram-se quase completamente dependentes da El Al para um serviço essencial da mais alta importância.”
Nenhum sinal de tarifas mais baixas
A empresa afirmou que suas evidências mostraram que, apesar do retorno gradual de algumas companhias aéreas estrangeiras, isso não levou a tarifas aéreas mais baixas, já que muitos consumidores preferiram comprar passagens da El Al por medo de cancelamentos de voos.
A autoridade observou que as constatações de “especulação excessiva de preços” são usadas raramente e com cautela pelas autoridades de concorrência em todo o mundo.
As companhias aéreas israelenses menores Arkia e Israir também operaram durante a guerra.
Em 2024, a El Al registrou um aumento de quase cinco vezes no lucro líquido, atingindo o recorde de US$ 545 milhões (R$ 2,9 bilhões), com muitos passageiros acusando a companhia aérea de preços abusivos. Nos primeiros nove meses de 2025, a empresa lucrou US$ 364,1 milhões (R$ 1,9 bilhão).
Bandeira de Israel tremula em assentamento no Vale do Jordão, na Cisjordânia
Ronen Zvulun/Arquivo/Reuters
O órgão antitruste afirmou ter analisado o período de 7 de outubro de 2023 a maio de 2024 e constatou que a El Al operava em regime de monopólio em 38 das 53 rotas, incluindo voos para Nova York, Londres, Paris, Bangkok e outras cidades nos Estados Unidos, Europa e Ásia.
O estudo constatou que os preços das passagens aéreas subiram, em média, 16% durante o período — chegando a altas de até 31% em alguns casos. Isso porque, como a maioria das companhias aéreas estrangeiras havia suspendido os voos, a empresa aérea “detinha poder de mercado”.
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A El Al afirmou que “rejeita categoricamente” a alegação de que cobrou preços excessivos durante a guerra. A companhia aérea apresentará seus argumentos em audiência futura.
“Mesmo que se aceite a posição da Autoridade da Concorrência, segundo a qual o aumento médio de preços durante a guerra foi de 16% […] um valor que consideramos incorreto, não existe precedente para determinar que tal aumento constitua preços excessivos”, afirmou em comunicado.
“A El Al apresentará sua posição completa na audiência e em qualquer fórum legal apropriado, e está confiante de que sua posição será aceita”, acrescentou, referindo-se a uma nova audiência sobre o caso.
Em comunicado, o órgão antitruste afirmou: “Os aumentos de preços da El Al foram excessivos e injustos, justificando a ação coercitiva da Autoridade da Concorrência, acrescentando que a liberdade de circulação para entrar e sair de Israel é um direito fundamental.”
“Dadas as circunstâncias da guerra, o exercício desse direito tornou-se imensamente mais importante, especialmente durante os primeiros meses de combate. […] Os consumidores tornaram-se quase completamente dependentes da El Al para um serviço essencial da mais alta importância.”
Nenhum sinal de tarifas mais baixas
A empresa afirmou que suas evidências mostraram que, apesar do retorno gradual de algumas companhias aéreas estrangeiras, isso não levou a tarifas aéreas mais baixas, já que muitos consumidores preferiram comprar passagens da El Al por medo de cancelamentos de voos.
A autoridade observou que as constatações de “especulação excessiva de preços” são usadas raramente e com cautela pelas autoridades de concorrência em todo o mundo.
As companhias aéreas israelenses menores Arkia e Israir também operaram durante a guerra.
Em 2024, a El Al registrou um aumento de quase cinco vezes no lucro líquido, atingindo o recorde de US$ 545 milhões (R$ 2,9 bilhões), com muitos passageiros acusando a companhia aérea de preços abusivos. Nos primeiros nove meses de 2025, a empresa lucrou US$ 364,1 milhões (R$ 1,9 bilhão).
Bandeira de Israel tremula em assentamento no Vale do Jordão, na Cisjordânia
Ronen Zvulun/Arquivo/Reuters

