Paquistão e Afeganistão entram em confronto intenso
O ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Asif, afirmou nesta quinta-feira (26) que a “paciência se esgotou” e falou em “guerra aberta” contra o Afeganistão após a nova escalada militar entre os dois países.
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▶️ Contexto: A tensão envolve o Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), grupo que atua contra o governo do Paquistão. Autoridades do país afirmam que militantes do TTP se escondem no Afeganistão e organizam ataques a partir de lá. O governo afegão nega.
No fim de semana, o Paquistão realizou bombardeios contra acampamentos de militantes do TTP e do Estado Islâmico em território afegão.
O Talibã, que governa o Afeganistão, afirmou que daria uma “resposta apropriada e proporcional” aos ataques.
Mais cedo, o Afeganistão anunciou ter lançado uma ofensiva contra posições militares paquistanesas ao longo da fronteira entre os dois países. Autoridades afirmaram que a ação foi uma retaliação a bombardeios do Paquistão.
Horas depois, o Paquistão bombardeou Cabul e e outras cidades afegãs, segundo o porta-voz do governo do Afeganistão, Zabihullah Mujahid. Ainda não há relatos sobre vítimas.
Em publicação nas redes sociais, Asif acusou o Talibã de transformar o Afeganistão de abrigar militantes internacionais e de retirar direitos básicos da população, incluindo mulheres. Segundo ele, o Paquistão tentou resolver a situação por meio da diplomacia, mas agora dará “resposta decisiva”.
“Nossa paciência se esgotou. Agora é guerra aberta entre nós. Agora será confronto total. O Exército do Paquistão não veio de fora. Somos seus vizinhos e sabemos do que vocês são capazes”, publicou.
A troca de ataques coloca em risco o cessar-fogo mediado pelo Catar, que vinha sendo mantido com episódios esporádicos de violência. Rodadas de negociação realizadas em novembro não resultaram em acordo formal.
Ainda nesta quinta, o porta-voz do Talibã disse que, se o Paquistão atacasse Cabul ou grandes cidades, o Afeganistão vai “atingir centros-chave e cidades importantes” do país vizinho. Segundo ele, o grupo não busca ampliar o conflito, mas responderá a ataques.
A ONU pediu que os dois lados protejam civis e busquem solução diplomática para o conflito.
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Combatentes do Talibã afegão patrulham perto da fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão, em outubro de 2025
REUTERS/Stringer
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O ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Asif, afirmou nesta quinta-feira (26) que a “paciência se esgotou” e falou em “guerra aberta” contra o Afeganistão após a nova escalada militar entre os dois países.
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Ainda nesta quinta, o porta-voz do Talibã disse que, se o Paquistão atacasse Cabul ou grandes cidades, o Afeganistão vai “atingir centros-chave e cidades importantes” do país vizinho. Segundo ele, o grupo não busca ampliar o conflito, mas responderá a ataques.
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