O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um apelo nesta quarta-feira (4) aos líderes mundiais para que busquem o caminho da paz diante da guerra do Oriente Médio, e para que priorizem o combate à fome em vez de ampliar os gastos com armamentos.
A declaração foi dada na Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe, em Brasília.
O presidente cobrou diretamente os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e criticou o que classificou como “foco excessivo no fortalecimento militar.”
Segundo ele, recursos destinados a armas, drones e aviões de combate não produzem alimentos e acabam agravando conflitos.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Lula afirmou que os cerca de US$ 2 trilhões gastos no ano passado com conflitos poderiam ser divididos entre os 630 milhões de pessoas que passaram fome no mundo.
“Não precisaria ter fome no mundo, se tivesse bom senso entre os governantes”, disse.
Lula participa da sessão de abertura do Fórum Mundial da Alimentação 2025
Foto: Ricardo Stuckert / PR
Críticas a ONU e ao Conselho da Paz
Lula fez críticas diretas à atuação da Organização das Nações Unidas (ONU), afirmando que a entidade tem perdido credibilidade por não cumprir os princípios estabelecidos em sua carta de fundação.
Segundo o presidente, a ONU está “cedendo ao fatalismo” e dando mais espaço aos interesses ligados às guerras do que às iniciativas em defesa da paz e do combate à fome.
Lula, criticou a ONU por não ter chamado os países para buscar uma solução pacífica para o conflito no Oriente Médio, até o momento já que seu papel original é de promover a paz e a cooperação entre os países.
Durante o discurso, Lula também criticou o chamado Conselho de Paz proposto por Donald Trump. Ao comentar a escalada de conflitos, o presidente afirmou que a iniciativa é apresentada como se fosse “um resort”, mas que, na prática, ocorre em meio a cenários marcados por mortes de mulheres e crianças, em referência às vítimas civis das guerras.
“Compensou destruir Gaza, matando a quantidade de mulheres que mataram, crianças, para agora aparecerem com pompa, criando um conselho para dizer, vamos reconstruir Gaza? Aí, aparece como se fosse um resort, para melhorar e passar a férias no lugar que estão os cadáveres das mulheres e das crianças que morreram”, criticou.
“E, muitas vezes, a gente fica impassível. E se a gente não gritar, se a gente não falar, se a gente não se mexer, nada acontece”, emendou o presidente.
A declaração foi dada na Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe, em Brasília.
O presidente cobrou diretamente os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e criticou o que classificou como “foco excessivo no fortalecimento militar.”
Segundo ele, recursos destinados a armas, drones e aviões de combate não produzem alimentos e acabam agravando conflitos.
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Lula afirmou que os cerca de US$ 2 trilhões gastos no ano passado com conflitos poderiam ser divididos entre os 630 milhões de pessoas que passaram fome no mundo.
“Não precisaria ter fome no mundo, se tivesse bom senso entre os governantes”, disse.
Lula participa da sessão de abertura do Fórum Mundial da Alimentação 2025
Foto: Ricardo Stuckert / PR
Críticas a ONU e ao Conselho da Paz
Lula fez críticas diretas à atuação da Organização das Nações Unidas (ONU), afirmando que a entidade tem perdido credibilidade por não cumprir os princípios estabelecidos em sua carta de fundação.
Segundo o presidente, a ONU está “cedendo ao fatalismo” e dando mais espaço aos interesses ligados às guerras do que às iniciativas em defesa da paz e do combate à fome.
Lula, criticou a ONU por não ter chamado os países para buscar uma solução pacífica para o conflito no Oriente Médio, até o momento já que seu papel original é de promover a paz e a cooperação entre os países.
Durante o discurso, Lula também criticou o chamado Conselho de Paz proposto por Donald Trump. Ao comentar a escalada de conflitos, o presidente afirmou que a iniciativa é apresentada como se fosse “um resort”, mas que, na prática, ocorre em meio a cenários marcados por mortes de mulheres e crianças, em referência às vítimas civis das guerras.
“Compensou destruir Gaza, matando a quantidade de mulheres que mataram, crianças, para agora aparecerem com pompa, criando um conselho para dizer, vamos reconstruir Gaza? Aí, aparece como se fosse um resort, para melhorar e passar a férias no lugar que estão os cadáveres das mulheres e das crianças que morreram”, criticou.
“E, muitas vezes, a gente fica impassível. E se a gente não gritar, se a gente não falar, se a gente não se mexer, nada acontece”, emendou o presidente.

