Donald Trump diz que vai participar da escolha do novo líder supremo do Irã
Em entrevista à emissora norte-americana NBC nesta sexta-feira (6), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse não considerar enviar tropas ao Irã no momento. Mais cedo, em entrevista ao canal, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o país está preparado para uma possível invasão terrestre por tropas dos Estados Unidos.
Também nesta sexta-feira, a Guarda Revolucionária Islâmica disse que o Irã está pronto para travar uma guerra prolongada.
Analistas preveem que os EUA podem intensificar sua operação militar contra o Irã nos próximos dias, mas ainda não está claro se isso envolveria o envio de tropas terrestres em uma invasão destinada a derrubar a liderança em Teerã.
Trump fala na Casa Branca em 03 de março de 2026
Mark Schiefelbein/AP
Araghchi ainda afirmou que está “esperando” pela chegada das tropas americanas. “Assim podemos confrontá-los e isso seria um desastre para eles”, disse o chanceler.
“O sistema está funcionando, os comandantes foram substituídos e o líder supremo será substituído.”
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, fala durante coletiva de imprensa em Istambul, no dia 22 de junho de 2025.
Ozan Kose/AFP
Novos armamentos
Segundo o porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica, o país pretende introduzir armamentos avançados que ainda não foram vistos no campo de batalha.
Em comunicado, o brigadeiro-general Ali Mohammad Naeini disse que os inimigos do Irã “devem esperar golpes dolorosos” na próxima nova onda de ataques.
“As novas iniciativas e armas do Irã estão a caminho”, afirmou. “Essas tecnologias ainda não foram empregadas em larga escala.”
Naeini acrescentou que o país está mais preparado agora do que durante a guerra de 12 dias do ano passado, lançada pelos Estados Unidos e por Israel. O porta voz descreveu o confronto militar em andamento como uma “guerra sagrada e legítima”.
O anúncio foi feito no momento em que o Irã disparou o primeiro de seus chamados mísseis Khayber, tendo Tel Aviv como alvo.
Trump diz preferir ‘bom líder’
Trump, disse a NBC que ter preferência por um “bom líder”.Nesta quinta (5), o republicano elevou o tom da guerra com o Irã e falou que vai “precisar” se envolver pessoalmente na escolha do novo líder supremo – linha semelhante à vista no começo do ano com a Venezuela, quando uma intervenção americana tirou Nicolás Maduro da presidência.
“Queremos participar do processo de escolha da pessoa que irá liderar o Irã no futuro. Não precisamos voltar a cada cinco anos e fazer isso de novo e de novo… Alguém que seja ótimo para o povo, ótimo para o país”, declarou.
Segundo Trump, Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, é o sucessor mais provável, mas afirmou que considera o resultado inaceitável.
“O filho de Khamenei é inaceitável para mim. Queremos alguém que traga harmonia e paz ao Irã. Eles estão perdendo tempo. O filho de Khamenei é um peso morto. Eu preciso estar envolvido na nomeação, como fiz com Delcy [Rodriguez] na Venezuela”, disse Trump.
O republicano declarou que se recusa a aceitar um novo líder iraniano que dê continuidade às políticas de Khamenei, as quais, segundo ele, forçariam os EUA a voltar à guerra “em cinco anos”.
Em entrevista à emissora norte-americana NBC nesta sexta-feira (6), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse não considerar enviar tropas ao Irã no momento. Mais cedo, em entrevista ao canal, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o país está preparado para uma possível invasão terrestre por tropas dos Estados Unidos.
Também nesta sexta-feira, a Guarda Revolucionária Islâmica disse que o Irã está pronto para travar uma guerra prolongada.
Analistas preveem que os EUA podem intensificar sua operação militar contra o Irã nos próximos dias, mas ainda não está claro se isso envolveria o envio de tropas terrestres em uma invasão destinada a derrubar a liderança em Teerã.
Trump fala na Casa Branca em 03 de março de 2026
Mark Schiefelbein/AP
Araghchi ainda afirmou que está “esperando” pela chegada das tropas americanas. “Assim podemos confrontá-los e isso seria um desastre para eles”, disse o chanceler.
“O sistema está funcionando, os comandantes foram substituídos e o líder supremo será substituído.”
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, fala durante coletiva de imprensa em Istambul, no dia 22 de junho de 2025.
Ozan Kose/AFP
Novos armamentos
Segundo o porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica, o país pretende introduzir armamentos avançados que ainda não foram vistos no campo de batalha.
Em comunicado, o brigadeiro-general Ali Mohammad Naeini disse que os inimigos do Irã “devem esperar golpes dolorosos” na próxima nova onda de ataques.
“As novas iniciativas e armas do Irã estão a caminho”, afirmou. “Essas tecnologias ainda não foram empregadas em larga escala.”
Naeini acrescentou que o país está mais preparado agora do que durante a guerra de 12 dias do ano passado, lançada pelos Estados Unidos e por Israel. O porta voz descreveu o confronto militar em andamento como uma “guerra sagrada e legítima”.
O anúncio foi feito no momento em que o Irã disparou o primeiro de seus chamados mísseis Khayber, tendo Tel Aviv como alvo.
Trump diz preferir ‘bom líder’
Trump, disse a NBC que ter preferência por um “bom líder”.Nesta quinta (5), o republicano elevou o tom da guerra com o Irã e falou que vai “precisar” se envolver pessoalmente na escolha do novo líder supremo – linha semelhante à vista no começo do ano com a Venezuela, quando uma intervenção americana tirou Nicolás Maduro da presidência.
“Queremos participar do processo de escolha da pessoa que irá liderar o Irã no futuro. Não precisamos voltar a cada cinco anos e fazer isso de novo e de novo… Alguém que seja ótimo para o povo, ótimo para o país”, declarou.
Segundo Trump, Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, é o sucessor mais provável, mas afirmou que considera o resultado inaceitável.
“O filho de Khamenei é inaceitável para mim. Queremos alguém que traga harmonia e paz ao Irã. Eles estão perdendo tempo. O filho de Khamenei é um peso morto. Eu preciso estar envolvido na nomeação, como fiz com Delcy [Rodriguez] na Venezuela”, disse Trump.
O republicano declarou que se recusa a aceitar um novo líder iraniano que dê continuidade às políticas de Khamenei, as quais, segundo ele, forçariam os EUA a voltar à guerra “em cinco anos”.

