Trump ao lado do premiê britânico Keir Starmer
Reuters
O governo britânico informou neste sábado (11) que colocou em pausa o acordo para ceder o arquipélago, onde fica a base aérea militar de Diego Garcia, operada em conjunto por britânicos e americanos. A iniciativa vinha sendo criticada pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
Segundo o jornal “The Times”, a proposta de lei que sustentaria o acordo — que prevê a transferência das ilhas para Maurício — não será incluída na próxima agenda parlamentar. O plano depende do apoio de Washington.
O gabinete do primeiro-ministro, Keir Starmer, afirmou que Londres tentará convencer os Estados Unidos a conceder aprovação formal ao acordo.
Em fevereiro, Trump classificou o plano como “um grande erro”. Antes, havia dito que era o melhor acordo que Starmer conseguiria.
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Pelos termos negociados, o Reino Unido manteria o controle da base estratégica em Diego Garcia por meio de um arrendamento de 99 anos, garantindo a continuidade das operações militares americanas no local.
Um porta-voz do governo britânico afirmou que a segurança operacional de longo prazo da base seguirá como prioridade.
“Continuamos acreditando que o acordo é a melhor forma de proteger o futuro da base, mas sempre dissemos que só avançaríamos se houvesse apoio dos Estados Unidos. Seguimos em diálogo com os EUA e Maurício”, disse.
O Reino Unido removeu à força até 2 mil chagossianos — população nativa das ilhas — entre o fim dos anos 1960 e a década de 1970 para instalar a base militar no atol de Diego Garcia.
Toby Noskwith, porta-voz do grupo Indigenous Chagossian People, afirmou que já havia resistência ao acordo dentro do governo Trump desde o início.
“Estamos surpresos de termos chegado a esse ponto. A questão foi tratada principalmente como um tema entre Estados, mas quem acabou deixado de lado foram os chagossianos, especialmente os mais velhos e sobreviventes”, disse.
Ele também questionou “os enormes valores gastos em uma negociação que fracassou” e a legalidade de um plano que, segundo ele, negou aos chagossianos o direito à autodeterminação. Noskwith defendeu ainda que Starmer facilite o reassentamento digno da população.
A relação entre Washington e Londres tem enfrentado tensões nas últimas semanas. O desgaste se intensificou após a recusa de Starmer em se envolver diretamente na guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã e em permitir, no início do conflito, o uso de bases britânicas para ataques.
Posteriormente, forças americanas passaram a realizar o que o primeiro-ministro classificou como ações defensivas.
Trump também fez críticas recorrentes a Starmer, afirmando que o britânico “não é Winston Churchill” e que teria prejudicado a chamada “relação especial” entre os dois países.
Reuters
O governo britânico informou neste sábado (11) que colocou em pausa o acordo para ceder o arquipélago, onde fica a base aérea militar de Diego Garcia, operada em conjunto por britânicos e americanos. A iniciativa vinha sendo criticada pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
Segundo o jornal “The Times”, a proposta de lei que sustentaria o acordo — que prevê a transferência das ilhas para Maurício — não será incluída na próxima agenda parlamentar. O plano depende do apoio de Washington.
O gabinete do primeiro-ministro, Keir Starmer, afirmou que Londres tentará convencer os Estados Unidos a conceder aprovação formal ao acordo.
Em fevereiro, Trump classificou o plano como “um grande erro”. Antes, havia dito que era o melhor acordo que Starmer conseguiria.
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Pelos termos negociados, o Reino Unido manteria o controle da base estratégica em Diego Garcia por meio de um arrendamento de 99 anos, garantindo a continuidade das operações militares americanas no local.
Um porta-voz do governo britânico afirmou que a segurança operacional de longo prazo da base seguirá como prioridade.
“Continuamos acreditando que o acordo é a melhor forma de proteger o futuro da base, mas sempre dissemos que só avançaríamos se houvesse apoio dos Estados Unidos. Seguimos em diálogo com os EUA e Maurício”, disse.
O Reino Unido removeu à força até 2 mil chagossianos — população nativa das ilhas — entre o fim dos anos 1960 e a década de 1970 para instalar a base militar no atol de Diego Garcia.
Toby Noskwith, porta-voz do grupo Indigenous Chagossian People, afirmou que já havia resistência ao acordo dentro do governo Trump desde o início.
“Estamos surpresos de termos chegado a esse ponto. A questão foi tratada principalmente como um tema entre Estados, mas quem acabou deixado de lado foram os chagossianos, especialmente os mais velhos e sobreviventes”, disse.
Ele também questionou “os enormes valores gastos em uma negociação que fracassou” e a legalidade de um plano que, segundo ele, negou aos chagossianos o direito à autodeterminação. Noskwith defendeu ainda que Starmer facilite o reassentamento digno da população.
A relação entre Washington e Londres tem enfrentado tensões nas últimas semanas. O desgaste se intensificou após a recusa de Starmer em se envolver diretamente na guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã e em permitir, no início do conflito, o uso de bases britânicas para ataques.
Posteriormente, forças americanas passaram a realizar o que o primeiro-ministro classificou como ações defensivas.
Trump também fez críticas recorrentes a Starmer, afirmando que o britânico “não é Winston Churchill” e que teria prejudicado a chamada “relação especial” entre os dois países.

