Em Davos, Trump diz que ‘ninguém pode defender Groenlândia como os EUA’
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a Davos disposto a não recuar sobre a aquisição da Groenlândia, contrariando o termo TACO, que o costuma defini-lo e na tradução livre significa “Trump sempre amarela”.
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Se procurou tranquilizar a seleta audiência em Davos, que incluía chefes de Estado e governo, descartando o uso da força para conquistar o território semiautônomo da Dinamarca, Trump assegurou que começará as negociações, mas só a propriedade da ilha lhe interessa.
“Tudo o que queremos é um grande pedaço de gelo, frio e mal localizado, que possa desempenhar um papel vital na paz mundial e na proteção do mundo”, acrescentou ele, que em alguns momentos referiu-se à Groenlândia como Islândia.
A assertividade do presidente dos EUA na insistência de que “só os EUA podem proteger a Groenlândia” é a de quem vive em um mundo paralelo e desordenado, minando o papel da Otan e o de seus parceiros europeus.
Discurso de Trump em Davos
Evan Vucci/AP
Entre poucos elogios, Trump exibiu o desprezo pela Europa, ao decretar que o continente está na direção errada e atribuindo a gestão fracassada aos “gastos governamentais, à imigração em massa descontrolada e às importações estrangeiras intermináveis”.
O presidente alternava as críticas a seus homólogos europeus a elogios a si próprio:
“Eles precisam sair da cultura que criaram nos últimos dez anos. É horrível o que estão fazendo a eles mesmos. Estão se destruindo. Queremos aliados fortes, não aliados seriamente enfraquecidos.”
Para isso, Trump deixou claro que não precisa, nem deseja, usar a força para tomar a Groenlândia, mas que só aceitará a sua propriedade, e não um contrato de arrendamento.
O presidente abusou de estocadas e ameaças aos líderes do continente: os EUA ficarão gratos a quem concordar com seu plano de anexação da ilha do Ártico. “Podem também dizer não, mas nós nos lembraremos.” Em outras palavras, quem não obedecer, enfrentará tarifas exorbitantes.
Assim como usou o combate ao tráfico de drogas como pretexto para iniciar a ofensiva contra a Venezuela, e depois capturar Nicolás Maduro e controlar a distribuição de petróleo no país, Trump ressaltou que não está interessado nos minerais raros da Groenlândia, mas apenas na sua proteção.
Suas palavras pareceram não convencer os interlocutores europeus, antigos aliados dos EUA, a quem ele agora trata como inimigos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a Davos disposto a não recuar sobre a aquisição da Groenlândia, contrariando o termo TACO, que o costuma defini-lo e na tradução livre significa “Trump sempre amarela”.
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Se procurou tranquilizar a seleta audiência em Davos, que incluía chefes de Estado e governo, descartando o uso da força para conquistar o território semiautônomo da Dinamarca, Trump assegurou que começará as negociações, mas só a propriedade da ilha lhe interessa.
“Tudo o que queremos é um grande pedaço de gelo, frio e mal localizado, que possa desempenhar um papel vital na paz mundial e na proteção do mundo”, acrescentou ele, que em alguns momentos referiu-se à Groenlândia como Islândia.
A assertividade do presidente dos EUA na insistência de que “só os EUA podem proteger a Groenlândia” é a de quem vive em um mundo paralelo e desordenado, minando o papel da Otan e o de seus parceiros europeus.
Discurso de Trump em Davos
Evan Vucci/AP
Entre poucos elogios, Trump exibiu o desprezo pela Europa, ao decretar que o continente está na direção errada e atribuindo a gestão fracassada aos “gastos governamentais, à imigração em massa descontrolada e às importações estrangeiras intermináveis”.
O presidente alternava as críticas a seus homólogos europeus a elogios a si próprio:
“Eles precisam sair da cultura que criaram nos últimos dez anos. É horrível o que estão fazendo a eles mesmos. Estão se destruindo. Queremos aliados fortes, não aliados seriamente enfraquecidos.”
Para isso, Trump deixou claro que não precisa, nem deseja, usar a força para tomar a Groenlândia, mas que só aceitará a sua propriedade, e não um contrato de arrendamento.
O presidente abusou de estocadas e ameaças aos líderes do continente: os EUA ficarão gratos a quem concordar com seu plano de anexação da ilha do Ártico. “Podem também dizer não, mas nós nos lembraremos.” Em outras palavras, quem não obedecer, enfrentará tarifas exorbitantes.
Assim como usou o combate ao tráfico de drogas como pretexto para iniciar a ofensiva contra a Venezuela, e depois capturar Nicolás Maduro e controlar a distribuição de petróleo no país, Trump ressaltou que não está interessado nos minerais raros da Groenlândia, mas apenas na sua proteção.
Suas palavras pareceram não convencer os interlocutores europeus, antigos aliados dos EUA, a quem ele agora trata como inimigos.

