EUA estão negociando ‘acesso total’ à Groenlândia, diz Trump
A União Europeia afirmou nesta quinta-feira (22) que vai se defender contra qualquer forma de “coerção” e anunciou planos para ampliar investimentos em segurança no Ártico, incluindo a compra de equipamentos militares adaptados ao ambiente polar.
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A declaração ocorre em meio às tensões do bloco com os Estados Unidos, após ameaças do presidente Donald Trump à Groenlândia. Trump tem defendido que os EUA precisam controlar a ilha por razões de segurança nacional.
O tema foi discutido em uma reunião de emergência da União Europeia realizada na Bélgica nesta quinta-feira. Após o encontro, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que o bloco continua trabalhando para normalizar as relações com Washington.
Segundo Costa, a União Europeia segue aberta ao diálogo com os Estados Unidos sobre temas de interesse comum, incluindo a guerra na Ucrânia. Ele afirmou, porém, que o bloco continuará a se defender contra qualquer forma de coerção.
Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que é hora de avançar nos investimentos em segurança no Ártico — região da qual a Groenlândia faz parte. Ela anunciou um pacote de investimentos para fortalecer as relações do bloco com o território.
“Devemos fortalecer nossos acordos de segurança e defesa com parceiros da região, como Reino Unido, Canadá, Noruega e Islândia, entre outros. Isso se tornou até agora uma necessidade geopolítica real para a Groenlândia”.
“Acreditamos que o aumento dos gastos em defesa deve ser direcionado a equipamentos preparados para o Ártico, como um quebra-gelo europeu”, afirmou.
🚢 O quebra-gelo é um navio projetado para operar em águas polares, com casco reforçado e formato específico que permite a navegação em áreas cobertas por gelo.
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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em 23 de janeiro de 2026
REUTERS/Yves Herman
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Segundo Costa, a União Europeia segue aberta ao diálogo com os Estados Unidos sobre temas de interesse comum, incluindo a guerra na Ucrânia. Ele afirmou, porém, que o bloco continuará a se defender contra qualquer forma de coerção.
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