ICE detém estudante da Universidade Columbia em alojamento e governadora critica: 'Mentiram para obter acesso'<div>ICE detém estudante da Universidade Columbia em alojamento e governadora critica: 'Mentiram para obter acesso'</div>
Governo Trump anuncia retirada de agentes do ICE de Minnesota
Agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) detiveram um estudante da Universidade Columbia em um alojamento do local nesta quinta-feira (26).
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Contingente dobrado, menos tempo de treinamento e anúncios MAGA: como os agentes do ICE são recrutados pelo governo Trump?
Segundo um comunicado divulgado pela presidente interina da universidade, Claire Shipman, a detenção ocorreu por volta das 6h30 e os agentes do ICE conseguiram acesso à residência estudantil oferecendo informações falsas. Alegaram estar procurando uma pessoa desaparecida.
“Até o momento, entendemos que os agentes federais forneceram informações falsas para obter acesso ao prédio e procurar uma pessoa desaparecida”, disse Shipman, esclarecendo que agentes da lei precisam de um mandado judicial ou intimação para entrar em áreas não públicas da universidade.
A governadora de Nova York, Kathy Hochul, também criticou a conduta do ICE em uma publicação na redes social X:
“Para que fique claro o que aconteceu: agentes do ICE não tinham o mandado judicial adequado e, por isso, mentiram para obter acesso à residência particular de um estudante. Eu propus um projeto de lei que proibiria o ICE de entrar em locais sensíveis, como escolas e dormitórios. Vamos aprová-lo agora”.
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E-mail denuncia problemas com triagem de novos agentes
O Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) está com dificuldades para acompanhar o ritmo da triagem de seus novos contratados e está estabelecendo um processo para lidar com alegações de má conduta dos novos recrutas, segundo um e-mail interno obtido pela agência de notícias Reuters.
A mensagem, enviada a supervisores da divisão de Operações de Execução e Remoção do ICE na segunda-feira (23), diz que o “grande volume de novas contratações” e a demora nas verificações de antecedentes poderiam gerar incerteza para os escritórios de campo quando surgissem alegações relacionadas a ações anteriores à entrada no ICE, e que as alegações deveriam ser encaminhadas à Unidade Interna de Investigações de Integridade.
“Caso um escritório de campo receba informações depreciativas sobre a conduta de um funcionário recém-contratado antes de ingressar na ERO (por exemplo, demissão ou pedido de demissão em vez de demissão de outra agência policial por má conduta), encaminhe o assunto à IIU”, diz o comunicado.
O Departamento de Segurança Interna dos EUA, que inclui o ICE, afirmou em janeiro que contratou 12 mil novos agentes para se somar aos 10 mil já existentes.
O ritmo acelerado de recrutamento e contratações levantou questões sobre a seleção e a qualidade dos recrutas. Em carta enviada à Secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, no ano passado, o senador americano Dick Durbin afirmou que o aumento no número de agentes do ICE “provavelmente resultaria em um aumento da má conduta dos agentes”.
De acordo com um funcionário atual e um ex-funcionário do governo americano, ouvidos em condição de anonimato pela Reuters, alguns recrutas já em treinamento foram dispensados depois que tiveram seu passado criminal descoberto.
Em um caso ocorrido no ano passado, dois recrutas teriam sido identificados como suspeitos de pertencerem à gangue MS-13, com base em suas tatuagens, enquanto frequentavam a academia de treinamento na Geórgia. Pelo menos outros cinco recrutas teriam sido demitidos quando o ICE descobriu que havia mandados de prisão em aberto contra eles.
“Eles não estavam concluindo as verificações de antecedentes antes de os candidatos chegarem à academia”, disse o ex-funcionário.
Segundo o funcionário do governo, o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, pressionou fortemente, em teleconferências, para que o ICE atingisse metas ambiciosas de contratação antes do final do ano.
A postura truculenta dos agentes do ICE durante operações vem fazendo diminuir o apoio público à política de imigração de Trump nos últimos meses.
Episódios como a morte de dois cidadãos americanos em Minneapolis, em janeiro, e a prisão de pessoas sem antecedentes criminais, incluindo famílias e crianças, vem provocando protestos e confronto com moradores das cidades para onde as operações estão sendo mandadas.
Departamento que comanda ICE é alvo de impasse no Congresso
Agente do ICE durante operação em Mineápolis, em 18 de janeiro de 2026
REUTERS/Seth Herald
Esta não é a única questão que o governo Trump está tendo que enfrentar no momento em relação à sua campanha anti-imigração. O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) entrou em uma paralisação parcial no dia 14, depois que os congressistas não chegaram a um acordo sobre mudanças nas regras de atuação de agentes de imigração.
O impasse gira em torno de propostas da oposição para impor novas restrições em operações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) e da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP). Ambos atuam na fiscalização de imigrantes e na segurança das fronteiras.
Parte dos funcionários considerados “não essenciais” foi colocada em licença automaticamente.
Democratas, que fazem oposição ao governo de Donald Trump, querem que agentes federais de imigração sigam regras semelhantes às aplicadas a policiais locais nas operações. Isso traria limites mais claros para abordagens, prisões e operações.
Entre as propostas está a exigência de que agentes retirem máscaras usadas durante ações de busca e prisão de imigrantes. O uso dessas máscaras gerou protestos após operações consideradas agressivas em cidades como Minneapolis.
Já os republicanos, de Trump, afirmam que as mudanças colocariam os agentes em risco. O presidente criticou os democratas e disse que é preciso “proteger as forças de segurança”, incluindo o ICE.
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By Marsescritor

MARSESCRITOR tem formação em Letras, é também escritor com 10 livros publicados.