EUA ameaçam ‘destruir Irã’ se não houver cessar-fogo até noite de terça-feira
O Irã pediu que sua população forme correntes humanas para proteger as usinas de energia do país, alvo de ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça-feira (7).
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Faltando poucas horas para o prazo final dado por Trump para que Teerã reabra o Estreito de Ormuz – 21h no horário de Brasília, Alireza Rahimi, identificado pela televisão estatal iraniana como secretário do Conselho Supremo da Juventude e dos Adolescentes, fez a convocação para “todos os jovens, atletas, artistas, estudantes e universitários e seus professores” e justificou:
“As usinas de energia são nossos ativos e capital nacional”.
No passado, iranianos já formaram correntes humanas em torno de instalações nucleares em momentos de tensões elevadas com o Ocidente.
Usina nuclear de Bushehr, no Irã, em foto de satélite tirada em 26 de maio de 2025.
Planet Labs PBC via Reuters
A ameaça contra as usinas e pontes do Irã foi feita pelo presidente norte-americano ao dar um ultimato de 48 horas no domingo (5).
Em um pronunciamento nesta segunda-feira (6), quando detalhou o resgate dos pilotos dos EUA que tiveram seu caça abatido no espaço aéreo do Irã, Trump afirmou que “o país inteiro pode ser eliminado em uma noite”.
Segundo a agência de notícias Associated Press, em Teerã, o clima é sombrio. Falando em condição de anonimato, um jovem em uma cafeteria comentou como a situação estava se tornando cada vez mais desesperadora, com o país agora enfrentando a possibilidade de cortes de energia em larga escala.
“Sinto que estamos presos entre as lâminas de uma tesoura”, disse o homem.
Milhões estão ‘prontos para se sacrificar’, diz presidente do Irã
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, responde a perguntas da imprensa durante uma coletiva em Nova York, nesta sexta-feira (26)
Angelina Katsanis/AP Photo
Mais cedo, nesta terça, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que milhões de iranianos estão “prontos para se sacrificar” pelo país.
“Mais de 14 milhões de iranianos valentes já declararam, até este momento, estar prontos para sacrificar suas vidas em defesa do Irã. Eu também tenho sido, sou e continuarei sendo alguém disposto a dar a vida pelo Irã”, afirmou Pezeshkian em publicação no X.
A fala de Pezeshkian é mais um sinal de que o regime iraniano não cederá ao ultimato do presidente dos EUA.
Segundo o presidente, esses 14 milhões representam iranianos que responderam às campanhas da mídia estatal e de mensagens de texto que incentivavam as pessoas a se voluntariarem para lutar. No entanto, a população total do país é de mais de 90 milhões de habitantes.
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O Irã pediu que sua população forme correntes humanas para proteger as usinas de energia do país, alvo de ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça-feira (7).
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Faltando poucas horas para o prazo final dado por Trump para que Teerã reabra o Estreito de Ormuz – 21h no horário de Brasília, Alireza Rahimi, identificado pela televisão estatal iraniana como secretário do Conselho Supremo da Juventude e dos Adolescentes, fez a convocação para “todos os jovens, atletas, artistas, estudantes e universitários e seus professores” e justificou:
“As usinas de energia são nossos ativos e capital nacional”.
No passado, iranianos já formaram correntes humanas em torno de instalações nucleares em momentos de tensões elevadas com o Ocidente.
Usina nuclear de Bushehr, no Irã, em foto de satélite tirada em 26 de maio de 2025.
Planet Labs PBC via Reuters
A ameaça contra as usinas e pontes do Irã foi feita pelo presidente norte-americano ao dar um ultimato de 48 horas no domingo (5).
Em um pronunciamento nesta segunda-feira (6), quando detalhou o resgate dos pilotos dos EUA que tiveram seu caça abatido no espaço aéreo do Irã, Trump afirmou que “o país inteiro pode ser eliminado em uma noite”.
Segundo a agência de notícias Associated Press, em Teerã, o clima é sombrio. Falando em condição de anonimato, um jovem em uma cafeteria comentou como a situação estava se tornando cada vez mais desesperadora, com o país agora enfrentando a possibilidade de cortes de energia em larga escala.
“Sinto que estamos presos entre as lâminas de uma tesoura”, disse o homem.
Milhões estão ‘prontos para se sacrificar’, diz presidente do Irã
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, responde a perguntas da imprensa durante uma coletiva em Nova York, nesta sexta-feira (26)
Angelina Katsanis/AP Photo
Mais cedo, nesta terça, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que milhões de iranianos estão “prontos para se sacrificar” pelo país.
“Mais de 14 milhões de iranianos valentes já declararam, até este momento, estar prontos para sacrificar suas vidas em defesa do Irã. Eu também tenho sido, sou e continuarei sendo alguém disposto a dar a vida pelo Irã”, afirmou Pezeshkian em publicação no X.
A fala de Pezeshkian é mais um sinal de que o regime iraniano não cederá ao ultimato do presidente dos EUA.
Segundo o presidente, esses 14 milhões representam iranianos que responderam às campanhas da mídia estatal e de mensagens de texto que incentivavam as pessoas a se voluntariarem para lutar. No entanto, a população total do país é de mais de 90 milhões de habitantes.
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