Israel volta a bombardear alvos no Irã e no Líbano
O Exército de Israel afirmou nesta sexta-feira (3) que lançou uma onda de ataques em grande escala a Teerã, a capital do Irã, paralelamente a bombardeios em Beirute, a capital do Líbano.
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Em comunicado nas redes sociais, em meio a vários alertas sobre risco de ataques ao país, as Forças Armadas israelenses afirmaram ter feito mais de 70 bombardeios ao território iraniano nas últimas 24 horas, visando locais de lançamento de mísseis e drones usados pelo inimigo.
“Além dos bombardeios em Beirute, as Forças de Defesa de Israel iniciaram uma onda de ataques em grande escala contra infraestruturas do regime iraniano em Teerã”, anunciou Israel.
Pouco depois, o porta-voz militar israelense Effie Defrin fez um pronunciamento. Disse que os ataques estão sendo intensificados com o objetivo de desarmar definitivamente o grupo extremista libanês Hezbollah, que é apoiado pelo regime do Irã, e acrescentou:
“Não vamos parar até eliminarmos a ameaça a longo prazo e afastarmos a ameaça direta às comunidades. É exatamente por isso que nossas tropas estão operando agora: em terra, no ar e no mar. As IDF não vão renunciar ao objetivo de desarmar a organização terrorista Hezbollah”.
Porta-voz militar de Israel, General de Brigada Effie Defrin
Forças de Defesa de Israel / Divulgação
Segundo o comunicado, até o momento, Israel eliminou “mais de 1.000 terroristas e mais de 3.500 alvos terroristas no Líbano”.
O porta-voz das IDF também falou sobre o plano de evacuar o sul do Líbano. Falou que a destruição de várias pontes na cidade de Litani e o deslocamento de toda a população libanesa ao sul do local visa proteger as comunidades do norte de Israel.
“Estamos operando na área e mantendo território, desmontando infraestrutura terrorista e criando uma zona de defesa avançada para as comunidades israelenses – isso para evitar ataques e fogo direto contra nossos civis”, afirmou.
Ocupação do sul do Líbano
Mesmo após terminar sua guerra contra o grupo terrorista Hezbollah, Israel ocupará militarmente a maior parte do sul do Líbano e destruirá casas na região da fronteira entre os dois países, anunciou na terça-feira (31) o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz.
“Ao final da operação, as Forças Armadas de Israel se estabelecerão em uma zona de segurança dentro do Líbano, em uma linha defensiva contra mísseis antitanque, e manterão o controle de segurança sobre toda a área até o rio Litani”, disse Katz em uma declaração em vídeo publicada por seu ministério.
Segundo Katz, a ocupação durará até depois das operações contra o Hezbollah. O ministro não deu um prazo específico, mas disse que, no período, todas as casas de vilarejo na faixa do sul do Líbano perto da fronteira com Israel serão demolidas, seguindo um modelo adotado por Israel na Faixa de Gaza.
“Todas as casas nas aldeias adjacentes à fronteira no Líbano serão demolidas de acordo com o modelo de Rafah e Beit Hanoun em Gaza”, disse. Katz afirmou ainda que centenas de milhares de libaneses deslocados serão “completamente impedidos” de retornar no período.
Rio Litani, no sul do Líbano
g1/Thalita Ferraz
A justificativa do ministro é criar uma “faixa de segurança” até que o norte de Israel, que faz fronteira com o Líbano, esteja seguro.
Também nesta terça, o porta-voz do Exército israelense disse que suas tropas estão preparadas para continuar a guerra no Irã por mais várias semanas. Na noite de segunda-feira (30), o governo israelense disse que o conflito já havia ultrapassado a metade do seu tempo de duração.
Mais de 1,2 milhão de deslocados
Brasileiros deixam casas e se abrigam em escolas e carros no Líbano após ataques de Israel
Mais de 1,2 milhão de libaneses — cerca de um quinto da população — foram deslocados pela guerra entre Israel e Hezbollah, que já matou ao menos mil pessoas no Líbano, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).
Entre os moradores que tiveram que deixar suas casas, há inclusive famílias brasileiras. Segundo o Itamaraty, 22 mil brasileiros moram no Líbano.
De acordo com a ONU, 472 prédios educacionais estão sendo usados como abrigos coletivos no país. Além disso, há famílias vivendo em carros e barracas nas ruas.
Veja FOTOS de famílias que tiveram que deixar suas casas:
Família libanesa dentro de uma tenda, em um acampamento temporário para pessoas deslocadas em Beirute, Líbano, no dia 30 de março de 2026.
Raghed Waked/Reuters
Um bebê brinca em um acampamento temporário para pessoas deslocadas em Beirute, Líbano, 30 de março de 2026.
Raghed Waked/Reuters
Casal deslocado de Majdal Zoun, no sul do Líbano, se abriga na Escola Secundária Jaafareya, agora usada como abrigo temporário para pessoas deslocada em Tiro, no Líbano, 27 de março de 2026.
Yara Nardi/Reuters
Menino se senta ao lado do fogo em uma tenda, em um acampamento temporário para pessoas deslocadas em Beirute, Líbano, 30 de março de 2026.
Adnan Abidi/Reuters
Famílias em acampamento improvisado em Beirute, no Líbano, em 30 de março de 2026
Reuters/Adnan Abidi
Ahmad Al Saghir, 38, segura seu filho de dois meses, Adam Al Saghir, do lado de fora de sua tenda familiar, em um acampamento temporário para pessoas deslocadas em Beirute, no Líbano, 30 de março de 2026.
Adnan Abidi/Reuters
Idosa em frente a acampamento para deslocados pela guerra em Beirute, no Líbano, em 30 de março de 2026.
Dimitar Dilkoff/AFP
Fotos mostram deslocados no Líbano
Reuters e AFP
O Exército de Israel afirmou nesta sexta-feira (3) que lançou uma onda de ataques em grande escala a Teerã, a capital do Irã, paralelamente a bombardeios em Beirute, a capital do Líbano.
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Em comunicado nas redes sociais, em meio a vários alertas sobre risco de ataques ao país, as Forças Armadas israelenses afirmaram ter feito mais de 70 bombardeios ao território iraniano nas últimas 24 horas, visando locais de lançamento de mísseis e drones usados pelo inimigo.
“Além dos bombardeios em Beirute, as Forças de Defesa de Israel iniciaram uma onda de ataques em grande escala contra infraestruturas do regime iraniano em Teerã”, anunciou Israel.
Pouco depois, o porta-voz militar israelense Effie Defrin fez um pronunciamento. Disse que os ataques estão sendo intensificados com o objetivo de desarmar definitivamente o grupo extremista libanês Hezbollah, que é apoiado pelo regime do Irã, e acrescentou:
“Não vamos parar até eliminarmos a ameaça a longo prazo e afastarmos a ameaça direta às comunidades. É exatamente por isso que nossas tropas estão operando agora: em terra, no ar e no mar. As IDF não vão renunciar ao objetivo de desarmar a organização terrorista Hezbollah”.
Porta-voz militar de Israel, General de Brigada Effie Defrin
Forças de Defesa de Israel / Divulgação
Segundo o comunicado, até o momento, Israel eliminou “mais de 1.000 terroristas e mais de 3.500 alvos terroristas no Líbano”.
O porta-voz das IDF também falou sobre o plano de evacuar o sul do Líbano. Falou que a destruição de várias pontes na cidade de Litani e o deslocamento de toda a população libanesa ao sul do local visa proteger as comunidades do norte de Israel.
“Estamos operando na área e mantendo território, desmontando infraestrutura terrorista e criando uma zona de defesa avançada para as comunidades israelenses – isso para evitar ataques e fogo direto contra nossos civis”, afirmou.
Ocupação do sul do Líbano
Mesmo após terminar sua guerra contra o grupo terrorista Hezbollah, Israel ocupará militarmente a maior parte do sul do Líbano e destruirá casas na região da fronteira entre os dois países, anunciou na terça-feira (31) o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz.
“Ao final da operação, as Forças Armadas de Israel se estabelecerão em uma zona de segurança dentro do Líbano, em uma linha defensiva contra mísseis antitanque, e manterão o controle de segurança sobre toda a área até o rio Litani”, disse Katz em uma declaração em vídeo publicada por seu ministério.
Segundo Katz, a ocupação durará até depois das operações contra o Hezbollah. O ministro não deu um prazo específico, mas disse que, no período, todas as casas de vilarejo na faixa do sul do Líbano perto da fronteira com Israel serão demolidas, seguindo um modelo adotado por Israel na Faixa de Gaza.
“Todas as casas nas aldeias adjacentes à fronteira no Líbano serão demolidas de acordo com o modelo de Rafah e Beit Hanoun em Gaza”, disse. Katz afirmou ainda que centenas de milhares de libaneses deslocados serão “completamente impedidos” de retornar no período.
Rio Litani, no sul do Líbano
g1/Thalita Ferraz
A justificativa do ministro é criar uma “faixa de segurança” até que o norte de Israel, que faz fronteira com o Líbano, esteja seguro.
Também nesta terça, o porta-voz do Exército israelense disse que suas tropas estão preparadas para continuar a guerra no Irã por mais várias semanas. Na noite de segunda-feira (30), o governo israelense disse que o conflito já havia ultrapassado a metade do seu tempo de duração.
Mais de 1,2 milhão de deslocados
Brasileiros deixam casas e se abrigam em escolas e carros no Líbano após ataques de Israel
Mais de 1,2 milhão de libaneses — cerca de um quinto da população — foram deslocados pela guerra entre Israel e Hezbollah, que já matou ao menos mil pessoas no Líbano, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).
Entre os moradores que tiveram que deixar suas casas, há inclusive famílias brasileiras. Segundo o Itamaraty, 22 mil brasileiros moram no Líbano.
De acordo com a ONU, 472 prédios educacionais estão sendo usados como abrigos coletivos no país. Além disso, há famílias vivendo em carros e barracas nas ruas.
Veja FOTOS de famílias que tiveram que deixar suas casas:
Família libanesa dentro de uma tenda, em um acampamento temporário para pessoas deslocadas em Beirute, Líbano, no dia 30 de março de 2026.
Raghed Waked/Reuters
Um bebê brinca em um acampamento temporário para pessoas deslocadas em Beirute, Líbano, 30 de março de 2026.
Raghed Waked/Reuters
Casal deslocado de Majdal Zoun, no sul do Líbano, se abriga na Escola Secundária Jaafareya, agora usada como abrigo temporário para pessoas deslocada em Tiro, no Líbano, 27 de março de 2026.
Yara Nardi/Reuters
Menino se senta ao lado do fogo em uma tenda, em um acampamento temporário para pessoas deslocadas em Beirute, Líbano, 30 de março de 2026.
Adnan Abidi/Reuters
Famílias em acampamento improvisado em Beirute, no Líbano, em 30 de março de 2026
Reuters/Adnan Abidi
Ahmad Al Saghir, 38, segura seu filho de dois meses, Adam Al Saghir, do lado de fora de sua tenda familiar, em um acampamento temporário para pessoas deslocadas em Beirute, no Líbano, 30 de março de 2026.
Adnan Abidi/Reuters
Idosa em frente a acampamento para deslocados pela guerra em Beirute, no Líbano, em 30 de março de 2026.
Dimitar Dilkoff/AFP
Fotos mostram deslocados no Líbano
Reuters e AFP

