Vladyslav Heraskevych usa capacete com atletas ucranianos mortos na guerra durante treino nas Olimpíadas
REUTERS/Athit Perawongmetha
O atleta ucraniano de skeleton Vladyslav Heraskevych afirmou nesta segunda-feira (9) que foi impedido pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) de usar um capacete com imagens de compatriotas mortos na guerra na Ucrânia durante provas dos Jogos Olímpicos de Inverno.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
O capacete reúne fotos de atletas ucranianos que morreram no conflito, incluindo amigos de Heraskevych. Segundo ele, o responsável no COI pela comunicação com atletas e comitês olímpicos nacionais foi até a Vila dos Atletas para informá-lo da decisão.
“Ele disse que é devido à Regra 50”, afirmou Heraskevych à Reuters. A regra 50.2 da Carta Olímpica estabelece que “nenhum tipo de demonstração ou propaganda política, religiosa ou racial é permitido em locais, instalações ou outras áreas olímpicas”.
Heraskevych disse que o capacete traz imagens da halterofilista adolescente Alina Perehudova, do boxeador Pavlo Ischenko, do jogador de hóquei Oleksiy Loginov, do ator e atleta Ivan Kononenko, do mergulhador e técnico Mykyta Kozubenko, do atirador Oleksiy Habarov e da dançarina Daria Kurdel.
A decisão de usar o capacete nos Jogos de Milão-Cortina recebeu elogios do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy. Em mensagem no Telegram, ele agradeceu a Heraskevych “por lembrar o mundo do preço da nossa luta”.
“Essa verdade não pode ser inconveniente, inadequada ou chamada de ‘ato político em evento esportivo’. É um lembrete ao mundo do que é a Rússia moderna”, disse.
“E é isso que recorda a todos o papel global do esporte e a missão histórica do movimento olímpico — tudo é sobre paz e pela vida. A Ucrânia permanece fiel a isso. A Rússia prova o contrário.”
Mais cedo, o COI informou não ter recebido pedido oficial do Comitê Olímpico da Ucrânia para o uso do capacete nas competições de skeleton, que começam em 12 de fevereiro.
Em 2022, nos Jogos de Pequim, Heraskevych exibiu um cartaz com a frase “No War in Ukraine” (Sem guerra na Ucrânia) dias antes da invasão russa.
LEIA TAMBÉM
Mistério sobre quebra de medalhas dos Jogos Olímpicos de Inverno faz comitê abrir investigação
VÍDEO: Tapete de lixo cobre rio europeu após chuvas fortes e derretimento de neve
‘A comida era escassa, e eram três banhos por semana’: Brasileiro detido nos EUA diz que imigrantes sofrem tortura na ‘Alcatraz dos Jacarés’
Esporte e política
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Após a invasão da Ucrânia, atletas da Rússia e de Belarus foram, em grande parte, barrados do esporte internacional. Posteriormente, o COI passou a apoiar um retorno gradual, sob condições.
Moscou e Minsk afirmam que o esporte deve permanecer separado de conflitos internacionais. Ao longo dos anos, no entanto, houve diversos episódios de protesto de atletas em campo ou no pódio.
O caso mais conhecido ocorreu nos Jogos de 1968, na Cidade do México, quando os velocistas norte-americanos Tommie Smith e John Carlos ergueram punhos com luvas pretas na cerimônia dos 200 metros em protesto contra a injustiça racial nos Estados Unidos.
Eles foram expulsos dos Jogos, embora Smith tenha mantido o ouro e Carlos, o bronze.
Mais recentemente, nos Jogos de Paris-2024, a breakdancer afegã Manizha Talash, integrante da equipe olímpica de refugiados, foi desclassificada após usar uma capa com o slogan “Free Afghan Women” (Liberte as mulheres afegãs) em uma competição classificatória.
Também houve casos sem punição quando a ação não foi considerada política. A seleção feminina de futebol da Austrália exibiu a bandeira dos povos originários do país nos Jogos de Tóquio e não foi punida.
Além disso, dois ciclistas chineses medalhistas que usaram broches com a imagem do ex-presidente chinês Mao Tsé-Tung no pódio em Tóquio receberam apenas advertência.
REUTERS/Athit Perawongmetha
O atleta ucraniano de skeleton Vladyslav Heraskevych afirmou nesta segunda-feira (9) que foi impedido pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) de usar um capacete com imagens de compatriotas mortos na guerra na Ucrânia durante provas dos Jogos Olímpicos de Inverno.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
O capacete reúne fotos de atletas ucranianos que morreram no conflito, incluindo amigos de Heraskevych. Segundo ele, o responsável no COI pela comunicação com atletas e comitês olímpicos nacionais foi até a Vila dos Atletas para informá-lo da decisão.
“Ele disse que é devido à Regra 50”, afirmou Heraskevych à Reuters. A regra 50.2 da Carta Olímpica estabelece que “nenhum tipo de demonstração ou propaganda política, religiosa ou racial é permitido em locais, instalações ou outras áreas olímpicas”.
Heraskevych disse que o capacete traz imagens da halterofilista adolescente Alina Perehudova, do boxeador Pavlo Ischenko, do jogador de hóquei Oleksiy Loginov, do ator e atleta Ivan Kononenko, do mergulhador e técnico Mykyta Kozubenko, do atirador Oleksiy Habarov e da dançarina Daria Kurdel.
A decisão de usar o capacete nos Jogos de Milão-Cortina recebeu elogios do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy. Em mensagem no Telegram, ele agradeceu a Heraskevych “por lembrar o mundo do preço da nossa luta”.
“Essa verdade não pode ser inconveniente, inadequada ou chamada de ‘ato político em evento esportivo’. É um lembrete ao mundo do que é a Rússia moderna”, disse.
“E é isso que recorda a todos o papel global do esporte e a missão histórica do movimento olímpico — tudo é sobre paz e pela vida. A Ucrânia permanece fiel a isso. A Rússia prova o contrário.”
Mais cedo, o COI informou não ter recebido pedido oficial do Comitê Olímpico da Ucrânia para o uso do capacete nas competições de skeleton, que começam em 12 de fevereiro.
Em 2022, nos Jogos de Pequim, Heraskevych exibiu um cartaz com a frase “No War in Ukraine” (Sem guerra na Ucrânia) dias antes da invasão russa.
LEIA TAMBÉM
Mistério sobre quebra de medalhas dos Jogos Olímpicos de Inverno faz comitê abrir investigação
VÍDEO: Tapete de lixo cobre rio europeu após chuvas fortes e derretimento de neve
‘A comida era escassa, e eram três banhos por semana’: Brasileiro detido nos EUA diz que imigrantes sofrem tortura na ‘Alcatraz dos Jacarés’
Esporte e política
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Após a invasão da Ucrânia, atletas da Rússia e de Belarus foram, em grande parte, barrados do esporte internacional. Posteriormente, o COI passou a apoiar um retorno gradual, sob condições.
Moscou e Minsk afirmam que o esporte deve permanecer separado de conflitos internacionais. Ao longo dos anos, no entanto, houve diversos episódios de protesto de atletas em campo ou no pódio.
O caso mais conhecido ocorreu nos Jogos de 1968, na Cidade do México, quando os velocistas norte-americanos Tommie Smith e John Carlos ergueram punhos com luvas pretas na cerimônia dos 200 metros em protesto contra a injustiça racial nos Estados Unidos.
Eles foram expulsos dos Jogos, embora Smith tenha mantido o ouro e Carlos, o bronze.
Mais recentemente, nos Jogos de Paris-2024, a breakdancer afegã Manizha Talash, integrante da equipe olímpica de refugiados, foi desclassificada após usar uma capa com o slogan “Free Afghan Women” (Liberte as mulheres afegãs) em uma competição classificatória.
Também houve casos sem punição quando a ação não foi considerada política. A seleção feminina de futebol da Austrália exibiu a bandeira dos povos originários do país nos Jogos de Tóquio e não foi punida.
Além disso, dois ciclistas chineses medalhistas que usaram broches com a imagem do ex-presidente chinês Mao Tsé-Tung no pódio em Tóquio receberam apenas advertência.
