Mediação de cessar-fogo entre Irã e Israel teve Paquistão como elemento chave
O Irã afirmou nesta quarta-feira (8) que seu plano de 10 pontos para pôr fim à guerra com os Estados Unidos exige que Washington aceite seu programa de enriquecimento de urânio e o levantamento de todas as sanções contra o país.
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Teerã indicou em um comunicado, divulgado pela mídia estatal, que pedirá, entre outras coisas, “o controle iraniano contínuo sobre o Estreito de Ormuz, a aceitação do enriquecimento e o levantamento de todas as sanções primárias e secundárias”.
Em entrevista à AFP nesta terça-feira (7), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que o urânio iraniano fez parte das negociações do acordo, mas declarou que a a questão está “perfeitamente controlada”.
Em um post nesta quarta, Trump negou que Teerã enriquecerá urânio e que os EUA e o Irã trabalharão juntos para retirar o estoque iraniano de urânio enriquecido:
“Não haverá enriquecimento de urânio, e os Estados Unidos, em cooperação com o Irã, irão escavar e remover todo o “material nuclear” profundamente enterrado (bombardeiros B-2). Isso agora, e desde o ataque, está sob vigilância por satélite extremamente rigorosa”.
O que é urânio enriquecido e por que ele está no centro da tensão entre EUA e Irã
Infográfico – enriquecimento de urânio
Arte/g1
Anos de desacordo sobre o enriquecimento de urânio
O programa de enriquecimento de urânio do Irã é motivo de discórdia entre Teerã e os EUA e outros países do Ocidente há muitos anos, devido à preocupação de que o regime busque construir uma arma nuclear.
Em 2015, um acordo foi fechado, após muitos meses de negociação, para garantir que o programa nuclear iraniano fosse usado apenas para fins pacíficos.
Porém, em 2018, após Trump retirar os EUA do acordo e restabelecer as sanções, o Irã passou a não cumprir todos os compromissos firmados.
Desde que retornou ao poder, no ano passado, Trump vêm insistindo em declarações contra um suposto plano do Irã para construir uma ogiva nuclear, o que sempre foi negado por Teerã.
Em junho, em uma ação conjunta com Israel, os EUA já haviam feito um ataque contra o território iraniano, mas direcionado às instalações nucleares mais importantes do país.
O então líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, morto no primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro, afirmou na época que as exigências para que Teerã se abstenha de enriquecer urânio são “excessivas e absurdas”.
Como funciona o enriquecimento de urânio?
Uma semana antes dos confrontos atuais começarem, o Irã chegou a dizer que os EUA não pediram para abandonar o enriquecimento de urânio durante as negociações que estavam sendo feitas.
Um dia antes dos ataques, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) afirmou que o estoque do Irã estava em um túnel subterrâneo na instalação nuclear de Isfahan, uma das três que os Estados Unidos bombardearam em julho de 2025.
Um ex-coordenador de controle de armas dos EUA falou ao Fantástico, logo depois, que Washigton acredita que o regime iraniano mantém cerca de 400 quilos de urânio enriquecido armazenados.
No dia 29 de março, uma reportagem do jornal “The Wall Street Journal” revelou que Trump estava avaliando entrar em território iraniano para extrair esse estoque.
Uma semana depois, após um piloto americano precisar ser resgatado dentro do Irã, Teerã afirmou que a operação pode ter sido uma fachada para “roubar urânio enriquecido”.
O Irã afirmou nesta quarta-feira (8) que seu plano de 10 pontos para pôr fim à guerra com os Estados Unidos exige que Washington aceite seu programa de enriquecimento de urânio e o levantamento de todas as sanções contra o país.
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Teerã indicou em um comunicado, divulgado pela mídia estatal, que pedirá, entre outras coisas, “o controle iraniano contínuo sobre o Estreito de Ormuz, a aceitação do enriquecimento e o levantamento de todas as sanções primárias e secundárias”.
Em entrevista à AFP nesta terça-feira (7), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que o urânio iraniano fez parte das negociações do acordo, mas declarou que a a questão está “perfeitamente controlada”.
Em um post nesta quarta, Trump negou que Teerã enriquecerá urânio e que os EUA e o Irã trabalharão juntos para retirar o estoque iraniano de urânio enriquecido:
“Não haverá enriquecimento de urânio, e os Estados Unidos, em cooperação com o Irã, irão escavar e remover todo o “material nuclear” profundamente enterrado (bombardeiros B-2). Isso agora, e desde o ataque, está sob vigilância por satélite extremamente rigorosa”.
O que é urânio enriquecido e por que ele está no centro da tensão entre EUA e Irã
Infográfico – enriquecimento de urânio
Arte/g1
Anos de desacordo sobre o enriquecimento de urânio
O programa de enriquecimento de urânio do Irã é motivo de discórdia entre Teerã e os EUA e outros países do Ocidente há muitos anos, devido à preocupação de que o regime busque construir uma arma nuclear.
Em 2015, um acordo foi fechado, após muitos meses de negociação, para garantir que o programa nuclear iraniano fosse usado apenas para fins pacíficos.
Porém, em 2018, após Trump retirar os EUA do acordo e restabelecer as sanções, o Irã passou a não cumprir todos os compromissos firmados.
Desde que retornou ao poder, no ano passado, Trump vêm insistindo em declarações contra um suposto plano do Irã para construir uma ogiva nuclear, o que sempre foi negado por Teerã.
Em junho, em uma ação conjunta com Israel, os EUA já haviam feito um ataque contra o território iraniano, mas direcionado às instalações nucleares mais importantes do país.
O então líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, morto no primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro, afirmou na época que as exigências para que Teerã se abstenha de enriquecer urânio são “excessivas e absurdas”.
Como funciona o enriquecimento de urânio?
Uma semana antes dos confrontos atuais começarem, o Irã chegou a dizer que os EUA não pediram para abandonar o enriquecimento de urânio durante as negociações que estavam sendo feitas.
Um dia antes dos ataques, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) afirmou que o estoque do Irã estava em um túnel subterrâneo na instalação nuclear de Isfahan, uma das três que os Estados Unidos bombardearam em julho de 2025.
Um ex-coordenador de controle de armas dos EUA falou ao Fantástico, logo depois, que Washigton acredita que o regime iraniano mantém cerca de 400 quilos de urânio enriquecido armazenados.
No dia 29 de março, uma reportagem do jornal “The Wall Street Journal” revelou que Trump estava avaliando entrar em território iraniano para extrair esse estoque.
Uma semana depois, após um piloto americano precisar ser resgatado dentro do Irã, Teerã afirmou que a operação pode ter sido uma fachada para “roubar urânio enriquecido”.

