O líder cubano, Miguel Diáz-Canel, anunciou nesta sexta-feira (13) que autoridades cubanas iniciaram negociações com o governo dos Estados Unidos.
“Essas negociações visam encontrar soluções, por meio do diálogo, para as diferenças bilaterais entre as duas nações”, disse Díaz-Canel em um vídeo exibido na televisão estatal pouco antes de seu pronunciamento à imprensa cubana.
O pronunciamento foi apresentado como uma continuação do evento de 5 de fevereiro, no qual Díaz-Canel alertou que Cuba se aproximava de uma situação que exigiria “medidas extremas”, dada a crise econômica, os frequentes apagões e a escassez de combustível, agravados pelo bloqueio petrolífero imposto por Trump à ilha caribenha.
Díaz-Canel afirmou ter conduzido as negociações pelo lado cubano, juntamente com o ex-presidente cubano Raúl Castro e outros altos funcionários do Partido Comunista e do governo. Ele não informou quem representou os Estados Unidos.
Díaz-Canel disse ter conduzido as negociações pelo lado cubano, juntamente com o ex-presidente cubano Raúl Castro e outros altos funcionários do Partido Comunista e do governo. Ele não mencionou quem representou os Estados Unidos.
Trump afirmou repetidamente que os Estados Unidos já estavam em negociações de alto nível com representantes cubanos. Até então, o governo cubano negava que quaisquer encontros oficiais estivessem em andamento, mas não havia negado explicitamente as notícias veiculadas pela mídia sobre conversas informais com Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto de Raúl Castro, que tem 94 anos e ainda exerce grande influência.
Rodriguez Castro estava sentado atrás de Díaz-Canel e entre os membros do Partido Comunista presentes no vídeo.
Desde que os EUA prenderam o presidente venezuelano Nicolás Maduro e depuseram o mais importante benfeitor estrangeiro de Cuba em janeiro, Trump cortou as exportações de petróleo venezuelano para Cuba e ameaçou impor tarifas a qualquer país que venda petróleo para Cuba.
Nas últimas semanas, Trump fez uma série de declarações dizendo que Cuba estava à beira do colapso ou ansiosa para fechar um acordo com os Estados Unidos. Na segunda-feira, ele disse que Cuba poderia ser alvo de uma “tomada amigável”, acrescentando em seguida: “pode ​​não ser uma tomada amigável”.

By Marsescritor

MARSESCRITOR tem formação em Letras, é também escritor com 10 livros publicados.