Putin diz que vai dar US$ 1 bilhão para 'Conselho da Paz' de Trump com ativos congelados<div>Putin diz que vai dar US$ 1 bilhão para 'Conselho da Paz' de Trump com ativos congelados</div>
‘Todos os países querem fazer parte do Conselho da Paz’, diz Trump
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta quinta-feira (22) que dará US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,3 bi) para o “Conselho de Paz”, do presidente dos EUA, Donald Trump. A contribuição seria com ativos russos congelados por conta da guerra na Ucrânia, segundo o Kremlin.
“Ainda não está claro como [a contribuição] será formalizada do ponto de vista legal; tudo isso precisa ser discutido. (…) Isso exige um desbloqueio [de ativos], o que, naturalmente, exigirá determinadas ações por parte dos Estados Unidos”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em coletiva de imprensa.
Trump oficializou a criação do conselho nesta quinta em cerimônia com 19 líderes de Estado no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Leia mais abaixo.
Segundo Putin, a ideia de mandar dinheiro de ativos russos congelados para o “Conselho de Paz” de Trump já havia sido discutida anteriormente com os EUA.
A Rússia teve seus ativos monetários em bancos ao redor do mundo congelados após invadir a Ucrânia em fevereiro de 2022, ato que deu início à guerra entre os dois países. Uma boa parte desses ativos está na Europa, e outra nos EUA. O governo russo afirma que o congelamento de seus ativos é ilegal e foi motivo de uma escalada de tensões com a União Europeia no final de 2025, quando o bloco tentava os tomar para financiar a ajuda à Ucrânia.
Trump lança ‘Conselho da Paz’
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou oficialmente nesta quinta-feira (22) seu “Conselho da Paz”. O evento foi marcado por críticas do norte-americano à ONU e um plano para reconstruir a Faixa de Gaza com uma fila de arranha-céus.
➡️ Criado por seu governo para supervisionar a paz na Faixa de Gaza e reconstruir o território palestino, a estrutura é vista por parte da comunidade internacional com uma tentativa de esvaziar a ONU.
Em cerimônia dentro do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, Trump disse que seu conselho terá aval “para fazer tudo o que quisermos” não só em Gaza, e seu governo também apresentou um plano de reconstrução que chamou de “Nova Gaza” (leia mais abaixo).
“Quando esse conselho estiver completamente formado, poderemos fazer praticamente tudo o que quisermos. E faremos isso em conjunto com as Nações Unidas”, disse Trump, que será o presidente vitalício do órgão e o único com poder de veto.
Cerca de 30 dos 60 líderes mundias que aceitaram participar do conselho — o presidente Lula foi convidado para integrar o Conselho da Paz, mas ainda não respondeu ao convite. Já o presidente argentino, Javier Milei, participou da cerimônia desta quinta.
Em discurso na cerimônia, Trump disse ser um “dia muito empolgante” e voltou a criticar a ONU — que críticos dizem que Trump quer substituir com a crianção de seu “Conselho da Paz”.
“Eu nunca nem falei com a ONU. Eles tinham um potencial tremendo”, afirmou Trump. No entanto, ele disse que seu conselho dialogará “com muitos outros, incluindo a ONU”.
A proposta de Trump é que o conselho não se dedique apenas a Gaza, mas que comece pelo território palestino, que ele disse que será “desmilitarizado e lidamente reconstruído”.
Líderes que participaram
O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante o lançamento de seu “Conselho da Paz”, em 22 de janeiro de 2026.
Denis Balibouse/ Reuters
Na ocasião, o presidente norte-americano assinou um documento que formaliza o conselho. Também assinaram outros membros do grupo convidados por Trump e que estavam no palco. Entre eles:
O presidente da Argentina, Javier Milei;
O presidente do Paraguai, Santiago Pena
O presidente do Azerbaijão, Ilham Aliye;
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán;
O presidente da Indonésia, Prabowo Subianto;
A presidente do Kosovo, Vjosa Osmani.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, também discursou na cerimônia e disse que o conselho será “um conselho não só da paz, mas da ação”.
Entenda
➡️ O Conselho da Paz é uma estrutura criada por Trump para atuar na manutenção da paz e na reconstrução da Faixa de Gaza. A iniciativa também pode atuar em outros conflitos internacionais no futuro.
De acordo com o estatuto do conselho obtido pela agência Reuters, Trump terá mandato vitalício como presidente do grupo e amplos poderes. Países que desejarem um assento permanente precisarão pagar US$ 1 bilhão (R$ 5,37 bilhões). Os recursos serão administrados pelo presidente dos EUA.
A comunidade internacional, no entanto, teme que o Conselho de Paz vire uma espécie de “ONU paralela” e enfraqueça o papel da Organização das Nações Unidas.
‘Nova Gaza’
Parte do plano dos Estados Unidos para a reconstrução da Faixa de Gaza, apresentado no Fórum Econômico Mundial, em 22 de janeiro de 2026.
Reprodução/ g1
Na mesma cerimônia, o conselheiro de Trump Jared Kushner, também genro do presidente norte-americano, apresentou o plano dos Estados Unidos de reconstrução da Faixa de Gaza.
“É uma ótima locação para o mercado imobiliário, perto do mar, disse Trump.

By Marsescritor

MARSESCRITOR tem formação em Letras, é também escritor com 10 livros publicados.