Jornalista relata contratação-relâmpago pelo ICE
Um relato feito por uma jornalista independente reacendeu o debate sobre a forma como o governo de Donald Trump tem recrutado agentes de imigração nos Estados Unidos. Laura Jedeed afirma ter sido contratada pelo ICE após uma entrevista de apenas seis minutos.
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➡️O ICE, sigla em inglês para a Agência de Imigração e Fronteiras dos EUA, é a agência responsável por operações de busca, detenção e deportação de imigrantes em situação irregular em território norte-americano. As ações do ICE têm sido alvo de uma onda de protestos por todo o país e principalmente em Minnesota, onde dois cidadãos dos EUA foram mortos pelos agentes.
Segundo Jedeed, a contratação ocorreu mesmo sem a conclusão de etapas básicas do processo seletivo. Em depoimento a um comitê do Senado de Minnesota, a jornalista afirmou que não chegou nem sequer a finalizar a documentação exigida nem a realizar um teste antidrogas para ter autorização para começar a trabalhar.
“Espero que minha experiência ajude a jogar luz sobre o desprezo que essa organização demonstra pela vida humana”, disse ela aos senadores.
EXÉRCITO DE MASCARADOS: o que o ICE alega para esconder o rosto de agentes de imigração, e por que isso é perigoso
O Departamento de Segurança Interna contesta a versão de Jedeed, mas o caso aumentou o questionamento sobre o controle interno da agência — há denúncias de que o treinamento dos agentes diminuiu de tempo após o presidente dos EUA, Donald Trump, ordenar ações em massa do ICE por diversas cidades do país, acelerando as contratações de agentes.
A agência afirma adotar uma estratégia de “recrutamento em tempos de guerra” para viabilizar a política de deportações em massa de Trump. Para isso, o governo reduziu o tempo de treinamento de novos agentes de 16 para oito semanas, flexibilizou o limite de idade e eliminou a exigência de aprendizado de espanhol — a segunda língua mais falada nos Estados Unidos.
Ao mesmo tempo, o ICE passou a oferecer incentivos financeiros agressivos, como bônus de até US$ 50 mil (R$ 263 mil) e perdão de dívidas estudantis que pode chegar a US$ 60 mil (R$ 315 mil). A agência também intensificou campanhas de recrutamento em várias cidades e nas redes sociais, com material de divulgação de estética fortemente militarizada.
Agentes do ICE durante operação nos EUA, em 27 de janeiro de 2026
REUTERS/Seth Herald
As medidas surtiram efeito. Mais de 220 mil pessoas se candidataram a vagas no ICE apenas no último ano. Desde que Trump voltou ao poder, em janeiro de 2025, o número de agentes mais que dobrou, saltando de cerca de 10 mil para 22 mil. Esse crescimento é considerado inédito.
Diante do aumento de denúncias de violência em operações migratórias, especialistas e parlamentares têm questionado os critérios de contratação, a redução do treinamento e a forma de atuação dos agentes. Outro ponto de crítica recorrente é a falta de punição em casos de abusos cometidos durante ações do ICE.
Agentes do ICE imobilizam mulher durante operação em Minnesota, em 21 de janeiro de 2026.
REUTERS/Leah Millis
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