A Casa Branca lançou sua conta oficial no TikTok nesta semana, a aproximadamente um mês do prazo final imposto por lei para que a rede social, de propriedade da chinesa ByteDance, seja vendida a um comprador americano ou tenha suas operações proibidas nos Estados Unidos.
A decisão surpreendeu analistas, já que o governo Biden tem adotado uma postura firme em relação aos riscos de segurança nacional representados pelo aplicativo. No entanto, a administração parece ter calculado que é melhor marcar presença na plataforma — que conta com mais de 150 milhões de usuários americanos — do que deixar o campo livre para a desinformação.
O perfil oficial @WhiteHouse já publicou vídeos com o presidente Joe Biden e a vice-presidente Kamala Harris abordando temas como economia e saúde, em um formato leve e direto, típico do TikTok. Especialistas em comunicação política veem a jogada como uma tentativa de humanizar a imagem do governo entre os jovens, um eleitorado crucial para as próximas eleições.
O prazo de 12 meses para a venda ou desinvestimento do TikTok, estabelecido pelo presidente em março de 2025, expira em meados de 2026. Enquanto isso, potenciais compradores como a Microsoft e o grupo de investidores liderados por Frank McCourt seguem em negociações. A chegada da Casa Branca ao TikTok, portanto, ocorre em meio a um cenário de incerteza regulatória e geopolítica.
Para o internauta brasileiro, o movimento reforça a importância de acompanhar as transformações nas políticas digitais dos EUA, que frequentemente geram reflexos no Brasil e no mundo. O Observando o Mundo continuará monitorando o desenrolar dessa história.