A justiça argentina condenou à prisão perpétua uma enfermeira acusada de assassinar cinco bebês recém-nascidos na unidade de terapia intensiva neonatal do Hospital Materno Neonatal de Córdoba. O crime ocorreu entre março e agosto de 2022 e chocou o país pela frieza e planejamento.
As investigações revelaram que a enfermeira provocava paradas cardiorrespiratórias nos bebês durante a noite, manipulando medicamentos e equipamentos hospitalares. A suspeita inicial surgiu quando médicos notaram um padrão incomum nas mortes, todas ocorridas em seus turnos. Exames toxicológicos confirmaram a presença de substâncias nocivas não prescritas.
Durante o julgamento, a promotoria apresentou imagens de câmeras de segurança e depoimentos de colegas que testemunharam a ré agindo de forma suspeita. A defesa tentou argumentar que as mortes foram causadas por infecções hospitalares, mas o júri considerou as evidências esmagadoras, culminando na condenação à prisão perpétua, a pena máxima na Argentina para crimes comuns.
A sentença foi recebida com lágrimas e alívio pelas famílias das vítimas, que acompanharam cada sessão do tribunal. O caso também gerou um grande debate na Argentina sobre a segurança em unidades neonatais e a necessidade de protocolos mais rígidos para evitar tragédias semelhantes.