Ilha de Santa Lúcia revoga lei que proibia sexo entre pessoas do mesmo gênero

A Ilha de Santa Lúcia, no Caribe, deu um passo significativo para os direitos humanos ao revogar uma lei da era colonial que criminalizava relações sexuais consensuais entre pessoas do mesmo gênero. A medida foi confirmada por autoridades locais e celebrada por ativistas LGBTQ+ dentro e fora do país.

A legislação, herdada do período do domínio britânico, previa penas severas para quem fosse considerado culpado de "sodomia". A revogação representa o fim de décadas de discriminação institucionalizada contra a comunidade LGBTQ+ em Santa Lúcia. Organizações de direitos humanos vinham pressionando o governo há anos para eliminar a lei, considerada inconstitucional por violar a privacidade e a igualdade.

Com a revogação, Santa Lúcia se junta a outras nações caribenhas que já eliminaram leis similares, embora ainda existam desafios sociais e culturais para a plena aceitação da diversidade sexual. Ativistas esperam que a mudança legal incentive outros países da região a seguir o mesmo caminho.

Organizações internacionais de direitos humanos saudaram a decisão, classificando-a como um avanço na luta contra a criminalização da homossexualidade no Caribe. A lei, que datava do século XIX, era raramente aplicada, mas sua existência perpetuava o estigma e a discriminação. Sua revogação foi aprovada pelo Parlamento após anos de campanhas de grupos civis e pressão diplomática.

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