A história de Sodoma e Gomorra, narrada no livro de Gênesis (capítulos 18 e 19), é um dos relatos mais impactantes do Antigo Testamento. Ela envolve a intercessão de Abraão, a visita de dois anjos a Ló, a destruição das cidades com fogo e enxofre, e a fuga precipitada da família de Ló. No centro da narrativa está a pergunta: quem será salvo?
Segundo o texto bíblico, Deus decidiu destruir Sodoma e Gomorra devido à gravidade dos pecados de seus habitantes. Abraão, porém, intercedeu, perguntando se o Justo Juiz pouparia a cidade por causa dos justos que nela houvesse. A resposta divina revelou que, se houvesse dez justos, a cidade seria poupada. Não os encontrando, apenas Ló — descrito como um homem justo — e suas filhas foram salvos, enquanto sua mulher, ao olhar para trás, tornou-se uma estátua de sal.
A questão "quem será salvo?" atravessa os séculos e ecoa na teologia judaico-cristã. A salvação, nas Escrituras, está ligada à fé, à obediência e à misericórdia divina. Ló foi salvo por graça, apesar de viver em meio à corrupção. O episódio serve como advertência sobre o juízo divino e, ao mesmo tempo, como esperança para os que buscam viver conforme a justiça.
Este breve artigo convida à reflexão sobre o tema, sem a pretensão de esgotá-lo. Para quem deseja se aprofundar, recomendamos a leitura direta dos textos sagrados e o estudo das interpretações teológicas ao longo da história.