A comunidade de iranianos nos Estados Unidos que apoia Donald Trump rejeita veementemente qualquer possibilidade de acordo diplomático com o regime de Teerã e defende abertamente a continuidade dos esforços militares. Organizados em torno de think tanks e organizações políticas alinhadas ao movimento MAGA, esses ativistas argumentam que o histórico de negociações com o Irã comprova a falta de confiabilidade do regime dos aiatolás. Para eles, o uso da força militar é a única linguagem compreendida pelo governo iraniano.

Membros proeminentes dessa ala da diáspora citam frequentemente a repressão violenta aos protestos de 2022 como justificativa para a oposição intransigente a qualquer trégua. Eles acreditam que um acordo fortaleceria o regime justamente em um momento de fraqueza estratégica. A política de "máxima pressão" implementada durante o governo Trump é vista como o caminho correto, e a continuidade da guerra é considerada uma necessidade para a libertação do povo iraniano da tutela dos aiatolás.

O grupo, que se autodenomina a "verdadeira voz do povo iraniano" no exílio, realiza eventos regulares e mantém forte presença nas redes sociais para difundir sua mensagem. Eles argumentam que qualquer acordo de paz firmado com o regime atual concederia legitimidade a um sistema que consideram ilegítimo. A recente rejeição pública a um suposto plano de paz mediado por potências europeias demonstra a capacidade de mobilização e a influência política desse segmento específico da diáspora.

É importante ressaltar que essa posição pró-guerra não é unânime entre os iranianos residentes nos EUA. Muitos temem pela segurança de seus familiares que ainda vivem no Irã e se opõem a um conflito prolongado que poderia devastar ainda mais o país. No entanto, a ala pró-Trump é a mais vocal e influente nos corredores do poder em Washington, exercendo forte pressão contra qualquer movimento de distensão ou engajamento diplomático.

O impacto dessa posição na política externa americana é significativo, especialmente dentro do Partido Republicano. A política de "até o fim" defendida por esses ativistas continua a ser um fator crucial nas decisões sobre o Oriente Médio, garantindo que o tema da mudança de regime no Irã permaneça no centro do debate político e midiático.