As Forças de Defesa de Israel (FDI) divulgaram uma estimativa segundo a qual aproximadamente 25 mil civis palestinos foram mortos desde o início da campanha de bombardeios na Faixa de Gaza. O número, que representa uma parcela significativa do total de vítimas do conflito, foi apresentado por fontes militares israelenses como parte de um balanço das operações.
A ofensiva, desencadeada após os ataques do Hamas em outubro de 2023, transformou vastas áreas de Gaza em escombros. A densidade populacional da região, uma das mais altas do mundo, torna qualquer operação militar extremamente letal para a população civil. A declaração de Israel busca contextualizar o impacto dos bombardeios diante da pressão internacional por um cessar-fogo.
Organizações humanitárias internacionais, como a ONU e a Cruz Vermelha, classificam a situação como um colapso humanitário sem precedentes. Faltam água potável, alimentos, medicamentos e combustível. Hospitais operam com capacidade muito acima do limite, e doenças infecciosas começam a se espalhar nos abrigos superlotados para deslocados.
O governo de Israel justifica os bombardeios como necessários para desmantelar a infraestrutura militar do Hamas, que, segundo Tel Aviv, utiliza a população civil como escudo humano. A comunidade internacional, no entanto, está profundamente dividida. Enquanto os Estados Unidos reafirmam o apoio ao direito de Israel de se defender, diversos países e tribunais internacionais investigam possíveis crimes de guerra e violações ao direito internacional humanitário.
Enquanto isso, os esforços diplomáticos para um cessar-fogo continuam sem sucesso no Conselho de Segurança da ONU, e a população de Gaza segue sofrendo com os combates intensos e o bloqueio que dificulta a entrada de ajuda humanitária.
Para acompanhar a cobertura completa do conflito no Oriente Médio, acesse nossa página Mundo.