Uma juíza federal nos Estados Unidos emitiu uma liminar proibindo o governo de Donald Trump de transferir imigrantes sob sua custódia para a instalação conhecida como "Alcatraz dos Jacarés", um centro de detenção que vem sendo alvo de críticas por suas condições extremas.
A decisão judicial responde a ações movidas por organizações de direitos humanos, que alegam que o local submete os detidos a tratamento cruel e degradante, sem acesso adequado a assistência médica e devido processo legal. A "Alcatraz dos Jacarés" ganhou o apelido por sua localização remota e regime de isolamento rigoroso.
O governo Trump argumenta que a medida é necessária para conter o fluxo migratório, mas a juíza entendeu que as condições violam princípios constitucionais. A ordem impede novas remoções enquanto o caso é analisado em profundidade.
A decisão foi recebida com alívio por ativistas de direitos humanos, que denunciam o centro como um "limbo jurídico". A instalação, localizada em uma base militar, tem sido comparada a prisões de segurança máxima, daí o apelido "Alcatraz dos Jacarés".
O Departamento de Justiça dos EUA ainda não se manifestou sobre a possibilidade de recorrer. Enquanto isso, imigrantes que seriam transferidos permanecem em outras instalações do Serviço de Imigração e Controle Aduaneiro (ICE).
Esta não é a primeira vez que o judiciário americano impõe limites à política migratória de Trump. Casos anteriores bloquearam o veto a imigrantes de países muçulmanos e a construção do muro na fronteira com o México.
O caso reacende o debate sobre as políticas migratórias dos EUA e os limites do poder executivo na gestão de detenções. Organizações internacionais acompanham o desdobramento com atenção.