O projeto de lei da anistia na Venezuela, que avança no parlamento, deve incluir acusados de traição à pátria e prever o cancelamento dos alertas da Interpol contra perseguidos políticos. A iniciativa é liderada pelo presidente do parlamento venezuelano, que pede perdão aos presos políticos como parte de um esforço de reconciliação nacional.

A proposta abrange não apenas crimes políticos, mas também delitos conexos, permitindo que opositores exilados possam retornar ao país sem risco de prisão. A medida é vista como um passo importante para a pacificação do país, embora críticos alertem que a anistia pode ser usada para encobrir violações graves de direitos humanos.

Um dos pontos mais polêmicos é a determinação de cancelar os alertas vermelhos da Interpol, o que permitiria que figuras da oposição acusadas de traição circulem internacionalmente sem serem detidas. O governo venezuelano argumenta que as acusações têm motivação política e que a anistia é necessária para garantir a estabilidade.

A tramitação do projeto segue em meio a pressões internacionais e divisões internas. A oposição exige garantias de que a anistia não beneficie agentes do governo acusados de crimes comuns. O desfecho da proposta pode redefinir o cenário político venezuelano e as relações do país com a comunidade internacional.