O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou duramente a Organização das Nações Unidas (ONU) e afirmou que o Conselho de Segurança, órgão máximo da entidade, “faz as guerras” em vez de cumprir seu papel de evitá-las. A declaração foi feita durante um evento em que Lula voltou a defender uma reforma profunda na estrutura multilateral.

Segundo Lula, o Conselho de Segurança atual é anacrônico e concentra poder de veto nas mãos de poucos países, o que paralisa ações diante de conflitos internacionais. “O Conselho de Segurança não evita guerras; ele faz as guerras”, disse o presidente, referindo-se à paralisia do órgão em crises como Ucrânia, Gaza e Sudão.

O presidente brasileiro tem se posicionado recorrentemente a favor de uma ampliação do Conselho, com mais cadeiras permanentes para países em desenvolvimento, incluindo o Brasil. Ele argumenta que a composição atual reflete o equilíbrio de poder do pós-Segunda Guerra Mundial e ignora as realidades geopolíticas do século XXI.

As críticas de Lula à ONU não são novas, mas ganham força em um momento de escalada de tensões globais, com guerras ativas em várias regiões. O Brasil, que busca um assento permanente no Conselho, defende uma reforma que torne a tomada de decisões mais legítima e eficaz.

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