O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a classificar como genocídio as ações militares de Israel na Faixa de Gaza. A declaração foi feita durante um discurso oficial, reafirmando a posição crítica do governo brasileiro em relação ao conflito no Oriente Médio.
Desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, Lula tem se destacado como uma das vozes mais críticas no cenário internacional. Ele já havia comparado a operação israelense ao Holocausto, o que gerou uma crise diplomática entre Brasil e Israel, resultando na convocação de embaixadores e em trocas de declarações ácidas.
No âmbito jurídico, a África do Sul moveu uma ação na Corte Internacional de Justiça (CIJ) acusando Israel de genocídio, e o Brasil manifestou apoio à iniciativa. O governo Lula defende que o direito internacional seja cumprido e que cessem as hostilidades que já causaram dezenas de milhares de mortos e uma crise humanitária sem precedentes.
A classificação de genocídio utilizada pelo presidente brasileiro se baseia em relatórios de organizações internacionais que documentam a destruição generalizada de hospitais, escolas e bairros inteiros, além do alto número de vítimas civis, especialmente mulheres e crianças. O termo "genocídio" é definido pela Convenção da ONU como atos cometidos com a intenção de destruir um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, e seu uso no contexto da Faixa de Gaza é objeto de intenso debate jurídico e político.
As declarações de Lula repercutem mundialmente, dividindo opiniões. Enquanto países do Sul Global e organizações de direitos humanos aplaudem a posição brasileira, o governo de Israel e seus aliados veem as falas como um antissemitismo disfarçado de crítica política. Lula, no entanto, reforça que sua crítica é direcionada ao governo israelense e não ao povo judeu.