O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que matar a liderança do Hamas no Qatar eliminaria o principal obstáculo para o fim da guerra em Gaza. A declaração foi feita durante uma reunião com familiares de reféns, segundo fontes israelenses.

Netanyahu argumenta que os líderes políticos do Hamas estão instalados em Doha, Catar, de onde coordenam as operações e as negociações. "Enquanto eles estiverem vivos e confortáveis, a guerra continuará", teria dito. Para ele, a pressão militar sobre o grupo deve incluir a eliminação de sua cúpula no exterior.

A guerra em Gaza começou após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023. Desde então, Israel realiza uma ofensiva que já causou milhares de mortos, segundo autoridades palestinas. As tentativas de cessar-fogo mediadas por Catar, Egito e Estados Unidos não tiveram sucesso até o momento.

Especialistas em política internacional divergem sobre o impacto de uma possível eliminação da liderança do Hamas no Qatar. Alguns acreditam que isso poderia desorganizar o grupo e abrir caminho para um acordo; outros alertam para o risco de uma escalada regional, envolvendo o Irã e seus aliados.

A declaração de Netanyahu ocorre em meio a pressões internas para libertar os reféns ainda em poder do Hamas. O primeiro-ministro enfrenta críticas de familiares e da oposição. A proposta de atacar a liderança no Qatar também levanta questões diplomáticas com o Catar, que atua como intermediário.

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