Novos documentos liberados no âmbito do caso Jeffrey Epstein revelaram uma fotografia que mostra o príncipe Andrew, duque de York, ajoelhado ao lado de uma mulher não identificada. A imagem, que teria sido capturada no início dos anos 2000, reacende as suspeitas sobre o envolvimento do membro da realeza britânica com o bilionário acusado de abuso sexual.
A fotografia faz parte de um lote de arquivos tornados públicos pela Justiça americana no processo que investiga a rede de tráfico sexual de Epstein. De acordo com fontes ligadas ao caso, a imagem foi encontrada entre os pertences do financista em sua mansão em Nova York. A mulher que aparece ao lado de Andrew não foi identificada, e sua postura — ele ajoelhado — gerou interpretações divergentes entre especialistas em linguagem corporal, que apontam que a posição pode sugerir submissão ou um momento casual, sem que seja possível determinar o contexto exato.
O príncipe Andrew sempre negou ter participado de qualquer atividade ilícita com Epstein. Em 2019, ele concedeu uma entrevista à BBC na qual afirmou não se lembrar de ter conhecido Virginia Roberts, uma das principais acusadoras do pedófilo. No entanto, a nova foto pode complicar ainda mais sua situação jurídica, já que contradiz a versão de que não mantinha um relacionamento próximo com Epstein.
O Palácio de Buckingham não se manifestou oficialmente sobre os novos arquivos. Advogados do duque disseram que estão analisando as imagens e que não comentarão provas que consideram "fora de contexto". Ativistas de direitos humanos pedem que a polícia britânica reabra as investigações sobre o envolvimento de Andrew no escândalo. Embora ele não tenha sido formalmente acusado de crimes, sua associação com Epstein já resultou em um acordo extrajudicial com uma das vítimas em 2022.
O caso Epstein, que veio à tona em meados da década de 2000 e ganhou novas dimensões após sua prisão em 2019, continua a render revelações. A cada novo lote de documentos, figuras poderosas são mencionadas, e a pressão por transparência aumenta. Para muitos, a foto de Andrew ajoelhado é mais uma peça de um quebra-cabeça que expõe a cumplicidade de elites com crimes sexuais.
A divulgação dos arquivos também gerou debates sobre a privacidade das vítimas. Enquanto alguns defendem que todas as evidências devem vir a público para garantir justiça, outros alertam para o risco de exposição desnecessária de pessoas que já sofreram abusos. O impacto político da revelação é incerto, mas certamente adiciona pressão sobre a monarquia britânica, que já enfrenta desafios de imagem. O príncipe Andrew afastou-se de suas funções reais em 2019 e, desde então, mantém um perfil baixo.
Novos arquivos devem ser liberados nas próximas semanas, e a expectativa é de que mais nomes de destaque apareçam. A Justiça americana mantém o caso sob sigilo parcial, mas vítimas e seus representantes pedem a divulgação integral dos documentos. Este artigo será atualizado à medida que novas informações forem disponibilizadas.