Uma organização não governamental que acompanha a situação dos direitos humanos na Venezuela informou que o número de presos políticos libertados pelo governo de Nicolás Maduro subiu para 41. No entanto, mais de 800 pessoas continuam detidas sob acusações políticas no país, segundo a mesma entidade.

As libertações ocorrem em meio a negociações entre o governo venezuelano e a oposição, mediadas pela Noruega. A comunidade internacional tem pressionado Caracas pela soltura de todos os presos políticos, considerados por organizações de direitos humanos como uma das principais violações no país.

A crise política na Venezuela se aprofundou nos últimos anos, com denúncias de perseguição a opositores, julgamentos sem garantias legais e condições degradantes nas prisões. A ONG destacou que, apesar das libertações parciais, o número de detidos políticos ainda é alarmante e exige ação imediata das autoridades.

O governo venezuelano, por sua vez, nega a existência de presos políticos e afirma que todas as pessoas detidas respondem por crimes comuns. No entanto, relatórios internacionais apontam que a maioria dos casos envolve ativistas, jornalistas e líderes da oposição.

A situação na Venezuela continua sendo monitorada por organismos como a ONU e a OEA, que cobram transparência e respeito aos direitos humanos.