A Argentina vive um momento de reconfiguração política. O kirchnerismo, corrente que dominou o cenário nacional nos últimos vinte anos, sofreu uma derrota significativa nas urnas. Entretanto, o peronismo enquanto movimento histórico e cultural não desaparece — ele se transforma.
A vitória de Javier Milei nas eleições presidenciais de 2023 representou um choque para o establishment político argentino. O kirchnerismo, identificado com as figuras de Néstor Kirchner e Cristina Kirchner, perdeu força diante da crise econômica e do cansaço popular. Contudo, o peronismo é mais do que uma sigla partidária. Ele está enraizado nos sindicatos, nos movimentos sociais e na identidade nacional argentina. Mesmo derrotado, o peronismo mantém capacidade de organização e de adaptação.
O fim do kirchnerismo como liderança hegemônica abre espaço para uma disputa interna no peronismo. Novas lideranças surgem para redefinir o rumo do movimento. A história argentina mostra que o peronismo sabe se reinventar. A questão agora é: qual será o próximo capítulo dessa história?
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