O petróleo ultrapassou a marca de US$ 100 o barril pela primeira vez em quatro anos, impulsionado por uma combinação de cortes na oferta e tensões geopolíticas que têm reacendido o debate sobre o futuro dos preços da commodity.

Os cortes de produção coordenados pela OPEP+ reduziram a oferta global em um momento em que a demanda segue aquecida, especialmente nos Estados Unidos e na Ásia. A decisão de alguns países-membros de estender as reduções voluntárias apertou ainda mais o mercado.

Pressões geopolíticas

Conflitos no Oriente Médio, particularmente as hostilidades envolvendo o Irã, elevaram o prêmio de risco do petróleo. Ataques a infraestruturas petrolíferas e a ameaça de interrupção no estreito de Ormuz contribuíram para a volatilidade.

Além disso, as sanções ocidentais à Rússia continuam a limitar o fluxo de petróleo russo para os mercados globais, forçando compradores a buscar alternativas mais caras.

O nível de US$ 100 é visto como um marco psicológico importante. A última vez que o petróleo atingiu esse patamar foi em 2022, durante a guerra na Ucrânia. Analistas alertam que, se as pressões sobre a oferta persistirem, os preços podem permanecer elevados, alimentando preocupações com a inflação e o custo de vida.

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