O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desmarcou o encontro bilateral com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky que estava previsto durante a cúpula do G7. A decisão foi motivada por um atraso na programação oficial do evento, que inviabilizou a reunião entre os dois líderes. O encontro era visto como uma oportunidade para discutir a guerra na Ucrânia e alinhar posições diplomáticas entre Brasil e Ucrânia.
A cúpula do G7, que reúne as maiores economias do mundo, conta neste ano com a participação de nações convidadas, entre elas o Brasil. Em eventos multilaterais desse porte, ajustes de última hora na agenda são comuns, e o cancelamento de bilaterais não é inédito. Fontes diplomáticas indicaram que as partes buscam reagendar a reunião para uma ocasião futura.
Desde o início da guerra na Ucrânia, o Brasil tem adotado uma postura de neutralidade, defendendo o diálogo e a mediação. O encontro com Zelensky poderia representar um avanço na aproximação do Brasil com o governo ucraniano. A ausência de uma reunião presencial no G7 pode adiar conversas importantes sobre o conflito e sobre possíveis iniciativas de paz.
O G7 deste ano aborda temas como segurança alimentar, transição energética e reforma das instituições multilaterais. A participação brasileira reforça a relevância do país no cenário global, especialmente em debates sobre o Sul Global.
O cancelamento gerou repercussão na imprensa internacional, com veículos destacando a dificuldade de conciliar agendas em cúpulas com dezenas de líderes. A expectativa agora é se Lula e Zelensky poderão se reunir em outro fórum, como a Assembleia Geral da ONU, em setembro. O Palácio do Planalto não emitiu nota oficial sobre o desencontro até o momento.