O regime iraniano enfrenta um dos períodos mais críticos desde a Revolução Islâmica de 1979. Com uma economia castigada por sanções internacionais, inflação galopante e desemprego elevado, o descontentamento popular cresce a cada ano. No entanto, o governo do aiatolá Ali Khamenei consegue se manter no poder por meio de uma combinação de repressão violenta e controle rígido dos meios de comunicação e das forças de segurança.

Segundo analistas políticos, o apoio real ao regime é minoritário. As sucessivas ondas de protestos — como as de 2022-2023, desencadeadas pela morte de Mahsa Amini, e as manifestações de 2025 contra a carestia — mostram que uma parcela significativa da população rejeita o sistema teocrático. No entanto, a falta de uma liderança unificada da oposição e o medo da repressão impedem uma mudança concreta.

Especialistas ouvidos por este portal destacam que o Irã se sustenta na repressão. A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e a milícia Basij atuam de forma implacável contra qualquer dissidência, com prisões arbitrárias, tortura e execuções. Além disso, o regime controla o espaço digital, bloqueando redes estrangeiras e monitorando a população. A economia, embora fragilizada, é mantida por meio de subsídios e do comércio com aliados como Rússia e China.

Diante desse cenário, a comunidade internacional permanece dividida. Enquanto potências ocidentais impõem sanções, países como China e Rússia continuam a fazer negócios com Teerã. O resultado é um equilíbrio precário, onde o regime sobrevive, mas a sociedade paga um alto preço em liberdades e bem-estar.

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