A Cúpula do Brics no Rio de Janeiro, prevista para ocorrer em julho de 2026, já tem uma lista de presença que reflete os complexos momentos da geopolítica global. O presidente chinês Xi Jinping confirmou que não estará presente pessoalmente, enquanto o líder russo Vladimir Putin participará por videoconferência. O encontro dos países emergentes acontece pela primeira vez no Brasil desde a expansão do bloco, que agora inclui Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Irã e Etiópia.
Entre os chefes de Estado já confirmados estão o anfitrião Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. Também devem comparecer representantes dos novos membros, consolidando o Brics como um fórum de relevância crescente.
Por outro lado, além de Xi Jinping, outros líderes devem marcar presença apenas virtualmente ou enviar representantes. A ausência de Xi é atribuída a compromissos internos na China, mas analistas apontam que o distanciamento pode refletir as tensões comerciais com o Ocidente. Já Putin optou pelo formato online para evitar complicações jurídicas relacionadas ao mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI), que pesa sobre ele desde 2023.
A cúpula deve discutir temas como reforma das instituições financeiras internacionais, comércio entre os países do bloco, transição energética e os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio. A expectativa é que os líderes emitam uma declaração conjunta reforçando a cooperação Sul-Sul.
O Brasil, que exerce a presidência rotativa do Brics em 2026, aposta no encontro para fortalecer sua agenda externa e atrair investimentos. A cidade do Rio de Janeiro se prepara para receber delegações de mais de 30 países, com forte esquema de segurança.
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