O presidente dos EUA, Donald Trump
REUTERS/Nathan Howard
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo (8) que o próximo líder supremo do Irã “não vai durar muito” se Teerã não obtiver sua aprovação. A afirmação foi feita antes de o regime iraniano ter nomeado Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como o sucessor.
“Ele vai ter que obter nossa aprovação”, disse Trump ao canal ABC News. “Se ele não obtiver nossa aprovação, não vai durar muito”.
Já o ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou neste domingo (8) que cabe ao povo iraniano, e não ao presidente dos Estados Unidos, escolher o novo líder do país. O chanceler também exigiu um pedido de desculpas do presidente americano por, segundo ele, ter iniciado a guerra no Oriente Médio.
“Não permitimos que ninguém interfira em nossos assuntos internos. É responsabilidade do povo iraniano escolher seu novo líder”, declarou Abbas Araghchi no programa “Meet the Press”, do canal NBC, depois que Trump afirmou que deveria participar da escolha do próximo líder supremo do Irã.
Araghchi também afirmou que o presidente republicano “deveria pedir desculpas ao povo da região e ao povo iraniano pelos assassinatos e pela destruição que provocaram”.
A imprensa estatal iraniana informou neste domingo que o órgão clerical responsável pela sucessão já votou no substituto do líder supremo assassinado Ali Khamenei, e que o nome será anunciado em breve.
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A declaração ocorre dias depois de Trump afirmar que pretende participar diretamente do processo de escolha do novo líder iraniano.
Em entrevista ao site Axios, na quinta-feira (5), Trump disse que “precisa se envolver pessoalmente na escolha do próximo líder supremo do Irã”.
Na ocasião, ele criticou a possibilidade de que Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, assumisse o posto, hipótese considerada por ele “inaceitável”.
“O filho de Khamenei é inaceitável para mim. Queremos alguém que traga harmonia e paz ao Irã. Eles estão perdendo tempo. O filho de Khamenei é um peso morto”, afirmou durante a semana.
Posteriormente, em conversa com a agência Reuters, Trump confirmou as declarações, mas ponderou que ainda é cedo no processo de sucessão e indicou que Mojtaba pode não ser o escolhido. Segundo ele, os Estados Unidos querem participar da escolha de um líder que seja “ótimo para o povo” iraniano e para o país.
“Não precisamos voltar a cada cinco anos e fazer isso de novo e de novo”, disse.
Trump também afirmou recentemente que não se importa se o próximo governo do Irã será democrático ou não. Em entrevista à CNN Internacional, na sexta-feira (6), disse que o mais importante é que o novo líder “trate bem” os Estados Unidos e seus aliados.
“Precisa haver um líder que seja justo e correto, que trate bem os Estados Unidos e Israel e também os outros países do Oriente Médio”, afirmou.
A sucessão foi aberta após Khamenei morrer em bombardeios a Teerã no último dia 28. Desde então, a Assembleia dos Especialistas — órgão clerical composto por 88 aiatolás responsável por escolher o líder supremo — analisa os nomes para ocupar o cargo.
A imprensa estatal iraniana informou neste domingo que o conselho já votou e que o nome do novo guia supremo deve ser anunciado em breve.
Um dia antes das declarações de Trump ao Axios, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que relatos recebidos pelo governo americano indicavam que Mojtaba Khamenei era apontado como um dos principais candidatos à sucessão.
Segundo ela, o presidente e seus assessores discutem qual papel Washington poderá desempenhar no Irã após a campanha militar no país.
Com informações da agência de notícias Agence France Presse
REUTERS/Nathan Howard
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo (8) que o próximo líder supremo do Irã “não vai durar muito” se Teerã não obtiver sua aprovação. A afirmação foi feita antes de o regime iraniano ter nomeado Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como o sucessor.
“Ele vai ter que obter nossa aprovação”, disse Trump ao canal ABC News. “Se ele não obtiver nossa aprovação, não vai durar muito”.
Já o ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou neste domingo (8) que cabe ao povo iraniano, e não ao presidente dos Estados Unidos, escolher o novo líder do país. O chanceler também exigiu um pedido de desculpas do presidente americano por, segundo ele, ter iniciado a guerra no Oriente Médio.
“Não permitimos que ninguém interfira em nossos assuntos internos. É responsabilidade do povo iraniano escolher seu novo líder”, declarou Abbas Araghchi no programa “Meet the Press”, do canal NBC, depois que Trump afirmou que deveria participar da escolha do próximo líder supremo do Irã.
Araghchi também afirmou que o presidente republicano “deveria pedir desculpas ao povo da região e ao povo iraniano pelos assassinatos e pela destruição que provocaram”.
A imprensa estatal iraniana informou neste domingo que o órgão clerical responsável pela sucessão já votou no substituto do líder supremo assassinado Ali Khamenei, e que o nome será anunciado em breve.
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A declaração ocorre dias depois de Trump afirmar que pretende participar diretamente do processo de escolha do novo líder iraniano.
Em entrevista ao site Axios, na quinta-feira (5), Trump disse que “precisa se envolver pessoalmente na escolha do próximo líder supremo do Irã”.
Na ocasião, ele criticou a possibilidade de que Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, assumisse o posto, hipótese considerada por ele “inaceitável”.
“O filho de Khamenei é inaceitável para mim. Queremos alguém que traga harmonia e paz ao Irã. Eles estão perdendo tempo. O filho de Khamenei é um peso morto”, afirmou durante a semana.
Posteriormente, em conversa com a agência Reuters, Trump confirmou as declarações, mas ponderou que ainda é cedo no processo de sucessão e indicou que Mojtaba pode não ser o escolhido. Segundo ele, os Estados Unidos querem participar da escolha de um líder que seja “ótimo para o povo” iraniano e para o país.
“Não precisamos voltar a cada cinco anos e fazer isso de novo e de novo”, disse.
Trump também afirmou recentemente que não se importa se o próximo governo do Irã será democrático ou não. Em entrevista à CNN Internacional, na sexta-feira (6), disse que o mais importante é que o novo líder “trate bem” os Estados Unidos e seus aliados.
“Precisa haver um líder que seja justo e correto, que trate bem os Estados Unidos e Israel e também os outros países do Oriente Médio”, afirmou.
A sucessão foi aberta após Khamenei morrer em bombardeios a Teerã no último dia 28. Desde então, a Assembleia dos Especialistas — órgão clerical composto por 88 aiatolás responsável por escolher o líder supremo — analisa os nomes para ocupar o cargo.
A imprensa estatal iraniana informou neste domingo que o conselho já votou e que o nome do novo guia supremo deve ser anunciado em breve.
Um dia antes das declarações de Trump ao Axios, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que relatos recebidos pelo governo americano indicavam que Mojtaba Khamenei era apontado como um dos principais candidatos à sucessão.
Segundo ela, o presidente e seus assessores discutem qual papel Washington poderá desempenhar no Irã após a campanha militar no país.
Com informações da agência de notícias Agence France Presse
