Juan Guanipa, uma das vozes mais expressivas da oposição venezuelana, voltou a defender a necessidade de uma nova Constituição para o país. Em suas primeiras declarações após ser libertado da prisão, o político afirmou que o atual texto constitucional, promovido pelo chavismo, não atende mais às demandas democráticas da nação.
Guanipa foi detido em meio à escalada repressiva do regime de Nicolás Maduro e passou meses encarcerado. Sua libertação foi recebida como um sinal de possível flexibilização política, embora analistas alertem que o governo mantém controle rígido sobre as instituições.
Para o opositor, a crise venezuelana é estrutural e exige a convocação de uma Assembleia Constituinte livre e democrática, que redefina o pacto social do país. "A Venezuela precisa de um novo contrato social, baseado na liberdade, na separação dos poderes e no respeito aos direitos humanos", declarou Guanipa.
A proposta de nova Constituição divide a oposição. Enquanto setores mais moderados preferem a via eleitoral, grupos mais críticos veem na Constituinte o único caminho para desmontar o que chamam de "ditadura madurista".
O presidente Maduro, por sua vez, descartou qualquer debate sobre nova Constituição, classificando a proposta como "golpista".
A comunidade internacional acompanha com atenção os desdobramentos. A situação humanitária e política da Venezuela continua a gerar deslocamentos e sanções econômicas.