'Barbie do ICE', Kristi Noem executou a tiros o próprio cachorro; relembre<div>'Barbie do ICE', Kristi Noem executou a tiros o próprio cachorro; relembre</div>
A secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem
REUTERS/David ‘Dee’ Delgado/Foto de Arquivo
A secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kristi Noem, que está com o cargo ameaçado pela crise da política anti-imigração do governo Trump, já admitiu que executou seu cachorro a tiros.
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Apelidada pelos críticos de “Barbie do ICE”, Noem é o rosto da errática política anti-imigração do governo Trump e está na linha de frente das críticas recebidas pelas ações de agentes federais de imigração do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) em Minneapolis, após dois cidadãos norte-americanos terem sido mortos a tiros na cidade. (Leia mais abaixo)
Apelidada pelos críticos de Barbie do ICE, Noem se queimou por sua postura diante da crise em Minneapolis e cambaleia no cargo com pedidos de republicanos e democratas do Congresso pela sua demissão, segundo a colunista do g1 Sandra Cohen.
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Noem coleciona episódios bastante controversos em sua biografia e fez questão de contar em livro que assassinou o próprio cachorro, o filhote Cricket, de apenas 14 meses, por considerá-lo indomável. “Eu odiava aquele cão”, justificou a então governadora. Ela relatou também ter matado uma cabra da fazenda da família: “Era má, nojenta e malcheirosa.”
A história voltou à tona no final de 2024, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, estava montando seu gabinete para o 2º mandato na Casa Branca. Relatado com frieza, o episódio desencadeou a indignação coletiva e fez Noem se tornar alvo de memes e deboches.
Operação anti-imigração em Minneapolis
Agentes federais dos EUA matam a tiros mais uma pessoa em Minneapolis
A operação anti-imigração do governo Trump em Minneapolis, realizada desde o final de dezembro de 2025, ganhou a atenção dentro e fora dos EUA quando uma cidadã norte-americana, Renee Nicole Good, foi morta a tiros por um agente de imigração em 7 de janeiro durante uma abordagem.
Renee dirigia um carro que o agente alegou ter avançado contra ele, e autoridades do governo Trump e o próprio presidente reforçaram essa narrativa. Vídeos do incidente mostram, no entanto, que o agente Jonathan Ross não foi acertado pelo veículo antes do disparo.
A morte da mulher gerou protestos em larga escala em Minneapolis, e diversas autoridades, como o prefeito Jacob Frey e o governador Tim Walz, exigiram a saída do ICE da cidade. A agência opera na chamada “Operation Metro Surge”, iniciada em dezembro de 2025 na cidade. Comunidades somalis relataram detenções de cidadãos legais.
O incidente elevou as tensões entre os agentes federais e a população de Minneapolis, que realizou protestos em massa a temperaturas negativas no último sábado (24), mesmo dia que Pretti foi morto. Segundo testemunhas, ele atendia uma clínica comunitária e foi para a rua intervir em uma batida do ICE para proteger pacientes.
A morte de Pretti caso levou a greves de professores, fechamento de escolas e ações judiciais de Minnesota contra o governo federal. O governo Trump foi obrigado a recuar em sua investida anti-imigração. O próprio presidente Donald Trump afirmou que busca “desescalar” a situação em Minneapolis.
O czar da fronteira, Tom Homan, disse nesta quinta-feira que a Casa Branca estuda reduzir os agentes do ICE no estado. Nesta semana, o chefe da operação anti-imigração, Gregory Bovino, foi removido de cargo, segundo agências de notícias e a mídia dos EUA.

By Marsescritor

MARSESCRITOR tem formação em Letras, é também escritor com 10 livros publicados.